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Mudança de estratégia foi essencial, garante Rafa
09/09/2017 às 09h18

Nadal vai em busca do 74º troféu da carreira

Foto: ATP

Nova York (EUA) - Pela terceira vez neste US Open, o espanhol Rafael Nadal conseguiu sair de um primeiro set frustrante para uma grande vitória. O número 1 do mundo garante que só reagiu diante do argentino Juan Martin del Potro porque tentou alternativas diferentes.

"Mudei minha estratégia depois do primeiro set e isso fez diferença", analisa. "Não joguei mal o primeiro set, mas estava fazendo a coisa errada. Aí percebi que precisava ser mais imprevisível, porque ele já estava esperando o ataque ao backhand. Ele nem precisava se mexer, enquanto eu tinha de cobrir a quadra toda. Decidi usar mais paralelas de forehand e ele ficou sem saber onde a bola iria e passou também a bater o backhand em movimento. Fiz muito poucos erros depois do primeiro set, saquei realmente bem. Estou bem satisfeito com minha atuação".

Questionado se a orientação veio dos treinadores Toni Nadal ou Carlos Moyá, Nadal negou: "Partiu de mim. Claro que antes da partida conversamos sobre todas as táticas possíveis. De qualquer forma, acho estúpido que o treinador, que viaja e orienta você todos os dias, não possa falar nada durante o jogo", argumentou.

Nadal sabia que Del Potro viria forte para a partida e procurou se preparar. "Foi uma vitória importante para mim diante de um grande adversário. Ele veio confiante depois de ter vencido (Roger) Federer e (Dominic) Thiem. Tenho jogado bem praticamente a temporada toda. Estava mais ou menos no começo do US Open, mas melhorei a cada rodada. Tinha que jogar meu melhor hoje. Acordei e disse a mim mesmo: hoje é o dia que preciso jogar com a energia certa, subir de nível".

A série espetacular de vitórias sobre o saibro europeu foi essencial na parte emocional. "Se você treina bem e se sente bem, as chances de vencer uma partida são maiores. A confiança faz com que você faça coisas de forma automática na quadra, sem pensar muito, principalmente nos momentos importantes. E uma sequência de vitórias ajuda muito nisso. Estava confiante no começo do ano, mas a fase do saibro foi incrível, ajudou demais na minha confiança. Estou calmo".

Próximo de morder o 16º troféu de Grand Slam em sua terceira final na temporada, o canhoto espanhol tenta encarar o duelo contra o sul-africano Kevin Anderson com naturalidade. "Esta final será o jogo mais importante provavelmente de todo o segundo semestre. É um adversário difícil, preciso estar pronto. Porém, mais importante do que ganhar ou perder, é que estou saudável e competitivo, e isso foi ao longo de toda a temporada".

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