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Anderson é finalista e iguala façanha de 52 anos
08/09/2017 às 20h22

Anderson disputa sua primeira final de Grand Slam aos 31 anos

Foto: Divulgação

Nova York (EUA) - Reconhecido como um dos grandes sacadores do circuito masculino, Kevin Anderson chega pela primeira vez à uma final de Grand Slam. O sul-africano de 31 anos deu continuidade ao seu excelente US Open e venceu a semifinal contra o espanhol Pablo Carreño Busta por 4/6, 7/5, 6/3 e 6/4 em 2h54 de partida para igualar uma façanha de 52 anos para seu país.

O último sul-africano a disputar uma final de US Open havia sido Cliff Drysdale em 1965. Já o caso mais recente de um compatriota em uma final de Grand Slam data de 1981, quando Johan Kriek conquistou seu primeiro título do Australian Open. Kriek voltaria a vencer o Slam australiano no ano seguinte, quando já representava os Estados Unidos.

Atual 32º colocado, Anderson é o jogador com o ranking mais baixo a disputar uma final de Grand Slam desde 2008, quando Jo-Wilfried Tsonga decidiu o Australian Open enquanto ocupava o 38º lugar. O sul-africano também pode ser o campeão de Slam com o ranking mais baixo desde o argentino Gaston Gaudio, vencedor de Roland Garros em 2004, quando era o número 44 do mundo.

A decisão do US Open será apenas a 13ª de Anderson no circuito. Ele possui três títulos de ATP, o último há pouco mais de dois anos em Winston Salem, e foi recentemente finalista em Washington. O sul-africano pode ter um duelo inédito no circuito contra o argentino Juan Martin del Potro ou desafiar Rafael Nadal, para quem perdeu nos quatro duelos anteriores.

A excelente campanha até aqui faz com que Anderson volte ao top 15 no ranking mundial, podendo retorar ao grupo dos dez melhores em caso de título. Ele já foi o décimo colocado em outubro de 2015, mas caiu para o 70º lugar um ano depois devido a uma série de lesões que incluem o joelho esquerdo, ombro esquerdo, tornozelo e virilha.

Já em 2017, O sul-africano também desisitiu do Australian Open por problema no quadril. Depois de iniciar sua temporada apenas em Memphis e de obter a primeira vitória em Indian Wells, o ex-top 10 vem recuperando posições após oitavas em Wimbledon, vice em Washington e quartas em Montréal.

O jogo desta sexta-feira teve um nítido contraste de estilos entre os dois semifinalistas, com Anderson apostando bastante em seu saque e tomando a iniciativa na definição dos pontos. Do outro lado, Carreño Busta era mais paciente e confiava em seu sólido jogo de fundo de quadra para tentar mover o grandalhão de 2,03m.

A estratégia do espanhol deu certo no primeiro set, vencido por Carreño Busta com apenas dois winners e somente um erro não-forçado. Dos 26 pontos vencidos por Carreño Busta na primeira parcial, 14 foram dados de graça pelo adversário. Anderson foi o primeiro a quebrar no segundo set e liderou por 3/1. Ainda que perdesse a vantagem de imediato, o sul-africano não teria mais o saque ameaçado e seguia pressionando o saque do espanhol. Uma dupla-falta de Carreño no 12º game e um winner de backhand na paralela empataram o jogo.

O terceiro set foi o mais tranquilo para Anderson, que disparou nove aces, perdeu apenas cinco pontos em seu saque e criou seis break points em três games diferentes. A quebra viria ainda no quarto game e ele terminaria a parcial com mais que o dobro de winners, 15 a 6, e o mesmo número de erros que o rival, oito para cada lado.

Depois a quebrar também no início do quarto set, Anderson só havia perdido dois pontos em seus quatro primeiros games de serviço e passou a pressionar cada vez mais o espanhol com boas devoluções. Ele criou dois break points quando vencia por 4/2 e viu o rival sofrer para confirmar o game de serviço quando perdia por 5/3. Sacando para o jogo, Anderson viu o rival espanhol esbanjar fôlego para vencer dois ralis de 24 e 38 trocas de bola, mas os ótimos saques do sul-africano fizeram a diferença para a classificação.

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