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Stephens adia sonho de Venus e decide o 1º Slam
07/09/2017 às 22h38

Stephens chegou a ficar quase um ano afastada por lesão

Foto: Divulgação

Nova York (EUA) - O sonho de Venus Williams reconquistar o US Open e pôr fim à uma espera que já dura dezesseis anos foi mais uma vez adiado. Bicampeã nos anos de 2000 e 2001, a ex-número 1 do mundo caiu diante de uma inspiradíssima Sloane Stephens, que brilhou nos momentos decisivos para vencer por 6/1, 0/6 e 7/5 em 2h07 para chegar à sua primeira final de Grand Slam.

Stephens é apenas a terceira jogadora de fora do top 50 a disptuar uma final de US Open. A primeira foi a própria Venus, em 1997, quando ocupava o 66º lugar e ficou com o vice-campeonato aos 17 anos. Já em 2009, a belga Kim Clijsters conquistou o título como convidada, quando ainda não havia voltado ao ranking, por conta da gravidez e do nascimento de sua primeira filha.

Dona de quatro títulos no circuito da WTA, Stephens não disputava uma final desde abril do ano passado em Charleston. A ex-número 11 viveu um drama há pouco mais de um ano, quando sofreu uma fratura no pé esquerdo e ficou onze meses parada. Ela voltou ao circuito em Wimbledon, mas só foi conseguir as primeiras vitórias em Toronto. Depois de cair para o 957º lugar, Stephens chegou às semifinais no Canadá e Cincinnati para voltar ao top 100 e agora já se aproxima das 20 melhores.

É certo que o público norte-americano verá uma jogadora da casa ficar com o troféu pela primeira vez desde 2014, já que Stephens enfrenta na decisão a vencedora do duelo caseiro entre Madison Keys e CoCo Vandeweghe. Ela tem apenas uma vitória em três jogos contra Vandeweghe e derrotou Keys no único duelo anterior. A última final entre duas americanas em Nova York foi em 2002, com a própria Venus enfrentando a irmã Serena Williams.

Ainda que Venus fosse a jogadora com maior vivência nesse tipo de situação, Stephens foi quem entrou mais solta na partida. A jovem de 24 anos aproveitou o começo errático da ex-número 1, que cometeu 17 erros não-forçados no primeiro set, para quebrar duas vezes e vencer a parcial em apenas 24 minutos sem enfrentar um break point sequer.

Era evidente que uma hora Venus iria parar de errar. A ex-número 1 deu apenas oito pontos de graça no segundo set e mais que dobrou sua contagem de winners em relação ao set anterior. Se antes foram apenas cinco bolas vencedoras, desta vez foram 11. A veterana fechou a porta nas três vezes em que foi ameaçada ao longo do set e empatou a partida após 30 minutos de disputa.

Stephens contou com uma dupla-falta e explorou uma subida de Venus à rede para quebrar na abertura da parcial decisiva. Pela primeira vez na noite, via-se as duas tenistas jogarem bem ao mesmo tempo. Uma marcação polêmica de um árbitro de linha, que forçou a repetição de um ponto que era dominado por Venus, quase impediu a ex-número 1 de devolver a quebra no quarto game, mas ela aproveitaria o terceiro break point que teve.

Vencer uma sequência de três games difíceis encheu Venus de confiança e a ex-líder do ranking partia para a definição dos pontos e chegou a ter uma chance de quebra para vencer o quarto game seguido, mas não aproveitou a chance. Buscando as paralelas e trazendo a adversária à rede sempre que podia, Stephens não apenas confirmou o game de saque como também anotou a quebra em um game de sete minutos para liderar por 4/3.

O game seguinte foi frustrante para a jovem americana, que foi muito passiva e vulnerável em seu saque para permitir a quebra, mas Stephens se manteve fiel à tática de deixar que Venus arriscasse na maior parte do tempo. Quando mais poderia sentir a pressão, perdendo por 5/4, Stephens fez um game de serviço muito seguro e logo depois encaminhou uma sequência de pontos incríveis, correndo para todas as bolas e via tudo dar certo para ela. Sacando para o jogo, ela manteve a inspiração para chegar à sua primeira final de Slam.

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