Notícias | Dia a dia | US Open
Stephens faz mais uma semi e salta no ranking
05/09/2017 às 18h31

Stephens repete campanhas feitas em Toronto e Cincinnati

Foto: Divulgação

Nova York (EUA) - O grande momento de Sloane Stephens no verão americano teve continuidade nesta terça-feira, quando a jogadora de 24 anos assegurou uma vaga na semifinal do US Open. Stephens venceu a letã Anastasija Sevastova por 6/3, 3/6 e 7/6 (7-4) em 2h27 para garantir sua melhor campanha em oito participações na competição. 

Stephens, que agora espera por Venus Williams ou Petra Kvitova, só havia chegado tão longe em um Grand Slam em janeiro de 2013, quando tinha apenas 19 anos e parou na penúltima rodada do Australian Open. Desde então, a americana conquistou quatro títulos de WTA e chegou ao 11º lugar no ranking. Seu momento mais difícil foi no ano passado, quando uma lesão no pé esquerdo a tirou de quadra por onze meses. 

Esta é a terceira semifinal seguida para Stephens no circuito, repetindo os resultados que teve em Toronto e Cincinnati. Se nos dois torneios anteriores, a americana havia subido do 934º para o 83º lugar no ranking, a campanha no Grand Slam americano faz com ela se aproxime das trinta melhores do mundo, podendo retornar ao top 20 em caso de título. 

Apesar de sofrer uma quebra logo no início da partida, Stephens rapidamente impôs seu tênis agressivo para comandar as ações e vencer quatro games seguidos. A americana ainda enfrentaria mais três break points até o final do set, mas conseguiu sustentar a vantagem. Além disso, Sevastova chegou a pedir atendimento para tratar da coxa direita.

Aos poucos, Sevastova foi encontrando a melhor maneira de jogar e vinha sendo mais firme do fundo de quadra. Depois de ter cometido dezoito erros não-forçados durante o set inicial, a letã errou apenas seis bolas na parcial seguinte. Além disso, a jogadora europeia encaixou bons saques e sequer enfrentou break points antes e depois de conseguir a quebra.

Abusando dos slices e variando alturas e pesos de bola, a letã manteve o controle das ações no último set e foi a primeira a quebrar. Stephens perdia por 3/1 quando salvou um break point e ganhou confiança. A ansiedade no momento de definir os pontos ainda atrapalhava a americana, que voltaria a ser quebrada e ficou a dois games da derrota.

Mas o risco da eliminação não fez a americana mudar sua atitude. Ela continuava batendo forte na bola e controlando as ações para buscar novamente o empate. Sevastova confirmou com o autoridade os games de serviço quando perdia por 5/4 e 6/5 para forçar o tiebreak.

No desempate, a americana já era mais paciente antes de partir para a definição dos pontos, mas isso não era suficiente para que ela abrisse uma boa vantagem. As jogadoras forçavam menos os saques e os ralis mais longos foram frequentes. Em uma disputa cheia de alternativas, Sevastova jogou um forehand na rede e permitiu que a jogadora local tivesse um match point e definisse a disputa com um backhand na paralela.

Comentários