Notícias | Dia a dia | US Open
Apesar da eliminação, Sharapova sai positiva de NY
04/09/2017 às 10h14

Sharapova foi eliminada nas oitavas de final

Foto: Divulgação

Nova York (EUA) – Acabou neste domingo a campanha da russa Maria Sharapova no US Open. Derrotada de virada pela letã Anastasija Sevastova, ela se despediu do complexo de Flushing Meadows com uma sensação dividida entre a tristeza pela eliminação e a felicidade por ter conseguido enfim voltar a um Grand Slam.

“Foi uma grande caminhada nesta última semana que acabou com uma derrota. Muitas coisas positivas aconteceram nestes últimos nove dias e posso tirar lições disso. Poder voltar a disputar um Grand Slam é uma oportunidade incrível”, declarou a russa, que não jogava um torneio deste porte desde o Australian Open de 2016.

Sharapova começou melhor, mas permitiu a reação da rival letã e acabou derrotada. Para a russa, faltou manter a mesma agressividade do primeiro set no restante do jogo. “Eu deixei que a partida se tornasse mais física, pois não fui agressiva e não entrei tanto em quadra como fiz no primeiro set. Acabei dando um passo para trás e não ditei os pontos”, analisou.

“Ela tem uma variedade de golpes, faz você ter que bater muitas bolas e ganhou confiança com o passar da partida. Por isso levou a melhor nos maiores ralis”, acrescentou Sharapova, que chegou a pedir um atendimento médico no terceiro set por bolha na mão, mas garantiu que isso não atrapalhou.

A russa também falou sobre sua sequência de ano. “O mais importante é jogar mais partidas, é isso que eu quero. Ainda há um longo caminho até o fim da temporada”, disse a atual 146 do mundo, que voltará ao top 100 depois do US Open, justamente aparecendo na 100ª colocação.

“Ranking é uma coisa curiosa, sempre valorizei mais as vitórias e os títulos do que a lista que sai na segunda-feira e ver se você está no topo ou não. Mas também não dá para esquecer como é ser número 1”, afirmou Sharapova, que pretende jogar até as Olimpíadas de Tóquio, em 2020.

“Quero tomar como exemplo vários grandes campeões que ainda estão jogando e competindo muito bem, isso me inspira. Tenho uma nova compreensão de como o corpo se comporta depois dos 30”, finalizou a russa, que em abril comemorou seu 30º aniversário.

Comentários