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Federer se sente privilegiado por jogar outra final
14/07/2017 às 20h47

Suíço é o recordista de finais em Wimbledon e pode ser o primeiro homem com oito títulos

Foto: Divulgação

Londres (Inglaterra) - Garantido em sua 11ª final de Wimbledon, Roger Federer exalta a possibilidade de fazer história no Grand Slam britânico. O suíço já é recordista em finais na competição e pode se tornar o primeiro homem a deter oito títulos no mais tradicional torneio do mundo.

"Eu me sinto muito privilegiado por estar em outra final.
"Isso me deixa feliz. Fazer história aqui em Wimbledon é incrível, eu adoro esse torneio", disse Federer após vencer a semifinal contra Tomas Berdych por 7/6 (7-4), 7/6 (7-4) e 6/4 nesta sexta-feira.

"Ter outra chance de conquistar o oitavo título e ter todos esses recordes é emocionante. Estou muito perto agora, mas tenho que ficar focado", acrescenta o suíço, que pode deixar para trás Pete Sampras e William Renshaw para se isolar como o maior vencedor do torneio de todos os tempos entre os homens.

No próximo domingo, às 10h (de Brasília), Federer será desafiado por Marin Cilic, número 6 do mundo. O suíço tem seis vitórias e uma derrota diante do croata, mas o retrospecto favorável não é sinônimo de jogo fácil.

"Ele é um grande cara, eu o conheço muito bem. Ele acabou comigo no US Open três anos atrás. Espero que não seja assim novamente. Tenho que jogar ofensivo, porque se você dar tempo a Marin, ele definir muito bem os pontos", contou o suíço que pode voltar ao top 3 em caso de título.

"No ano passado tivemos um jogo duríssimo nas quartas de final. Eu perdia por dois sets a zero e ele teve match points. Em alguns momentos, as coisas ficaram muito complicadas, de modo que eu tive muita sorte por ter vencido".

Diante de um quadro de semifinalistas que contava com gigantes como o próprio Cilic, Tomas Berdych e Sam Querrey, Federer fez um prognóstico sobre o futuro do esporte. "Todo mundo está ficando mais alto e mais forte. Pergunto-me como será o jogo em 50 anos. Teremos que aumentar a rede!"

O suíço comemorou o desempenho nos pontos importantes contra Berdych. "Achei que foi um jogo equilibrado e que meu adversário teve chances, mas consegui jogar muito bem quando importava. Não tive nenhuma sensação de pânico ou nervosimo, o que é muito importante nos momentos decisivos".

Depois de ter antecipado o término da temporada passada para tratar do joelho esquerdo e não disputou os torneios no saibro para se preparar melhor para Wimbledon. Diante da possibilidade de conquistar mais um Grand Slam, o suíço acredita que foram decisões acertadas.

"Eu não estou chegando com nenhuma lesão, como aconteceu um pouco na Austrália e em outros anos. Estou me sentindo bem e isso é uma coisa que me deixa mais tranquilo", disse o jogador que tenta voltar a conquistar Wimbledon depois de cinco anos.

"Estou feliz por ter feito uma pausa porque minha vida continua após o tênis. Quero ser um bom pai, um bom marido, e um cara que continua praticando esportes depois da carreira. Então é importante dar um descanso ao corpo".

Federer terá feito todos os seus sete jogos do torneio na Quadra Central, mas também comentou sobre as dificuldades que alguns jogadores enfrentaram por conta da programação. O caso de maior destaque envolveu Novak Djokovic e Adrian Mannarino, que não tiveram o jogo de oitavas de final movido para o estádio principal na última segunda-feira, e só puderam atuar no dia seguinte.

Agradeço ao torneio por sempre me colocar na Quadra Central. É uma grande honra para mim. Mas estou pronto para jogar em qualquer e também não entendi muito por que Novak não pôde jogar naquele dia, para ser honesto", afirma o suíço. "Há muitos jogadores, mas também há muita demanda da TV e dos patrocinadores. Muitas decisões estão sendo tomadas a portas fechadas".

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