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Djokovic busca solução para dor há mais de um ano
12/07/2017 às 20h30

Sérvio busca soluções para o cotovelo direito, que o fez desistir da partida contra Berdych nesta quarta-feira

Foto: Arquivo

Londres (Inglaterra) - Depois de desistir de seu jogo nas quartas de final de Wimbledon, Novak Djokovic falou bastante sobre a lesão no cotovelo direito que o fez tirar de quadra da partida contra Tomas Berdych, quando perdia por 7/6 (7-2) e 2/0. O sérvio comenta que a lesão já o acompanha há mais de um ano e que vem buscando soluções para o problema.

"Não é o ombro, é o cotovelo que vem me incomodando por mais de um ano e meio", disse o sérvio que também havia pedido atendimento para o ombro no dia anterior. "A intensidade da dor só aumenta a cada dia que passa. Essa circunstância de jogar em dias seguidos não ajuda, mas é uma situação que você tem que aceitar".

A hipótese de uma cirurgia que pode afastar Djokovic de quadra por um longo período é considerada, mas ele tenta evitar a hipótese. "Vou falar com mais especialistas, como fiz no último ano, para tentar descobrir uma solução a longo prazo para o meu problema e a melhor maneira de tratá-lo. Obviamente, no curto prazo, o mais apropriado é descansar".

"Os especialistas com quem conversei, eles não foram realmente muito claros, falaram também sobre cirurgia, mencionando diferentes opções. Ninguém estava muito claro sobre o que precisa ser feito. Mas fazer uma pausa é algo que eu vou ter que considerar agora".

Depois de ter enfrentado o francês Adrian Mannarino no dia anterior, o sérvio falou sobre a difícil preparação para a partida desta quarta-feira. "Fiz de tudo com meu fisioterapeuta e com o fisioterapeuta da ATP para tentar me recuperar e ficar em condições de jogar".

"Passei cerca de duas horas e meia na mesa de fisioterapia hoje, mas todos os tratamentos que fiz não foram realmente suficientes. Consegui jogar até esta fase, mas só estava piorando", afirma o atual número 4 do ranking mundial.

"Infelizmente, hoje foi o pior dia", admitiu. "Eu pude talvez, jogar por 30 minutos com uma dor que era suportável, vamos dizer dessa forma. O saque e o forehand eram os golpes em que eu mais senti dor, então não havia nenhum sentido continuar jogando".

Em uma temporada sem nenhuma semifinal de Grand Slam, o sérvio de 30 anos vivia seu melhor momento, vindo de título em Eastbourne. "É muito difícil de engolir quando você precisa abandonar uma partida, especialmente quando você está jogando bem. Eu estava jogando meu melhor tênis dos últimos 10 meses e eu me sentia bem em quadra".

"Obviamente, a dor está aumentando cada vez mais. Quanto mais eu jogo, pior fica. Em um esporte individual, não há saída. Quando você não se sente bem, infelizmente acontece isso. Não vai entrar ninguém no seu lugar. É lamentável que eu tenha que terminar Wimbledon, um Grand Slam, desta forma. Se tem alguém que se sente mal por isso, sou eu".

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