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Invictos na grama, mineiros rechaçam favoritismo
02/07/2017 às 07h00

Melo e Soares faturaram os dois títulos que disputaram na grama

Foto: Divulgação
Felipe Priante

Os mineiros Bruno Soares e Marcelo Melo chegam em Wimbledon com campanhas invejáveis na grama neste ano. Ambos saíram invictos dos torneios preparativos para o terceiro Grand Slam da temporada, cada um com dois títulos conquistados. Apesar de tudo isso, eles não acreditam que entrarão no torneio como as duas duplas a serem batidas no All England Club.

"Hoje em dia, tanto a minha dupla como a do Marcelo, em qualquer torneio que a gente chega somos um dos favoritos e tem sido assim nos últimos anos. Estamos acostumados a lidar com esse tipo de pressão e o fato de chegarmos invictos não vai mudar isso. Só vai aumentar a confiança em saber que podemos conseguir um grande resultado", explicou Soares.

Melo segue no mesmo caminho e garante que a sua parceria com o polonês Lukasz Kubot não é a principal favorita, apontando Pierre-Hugues Herbert e Nicolas Mahut como os caras a serem batidos. "Eu acho que os favoritos são os franceses depois a dupla cabeça 1 (o finlandês Henri Kontinen e o australiano John Peers). Estamos bem confiantes com estes dois resultados, mas eu não acredito que vamos começar o torneio como favoritos", observou o mineiro.

Ele também lembrou dos irmãos norte-americanos Bob e Mike Bryan, os colocando entre os principais cotados. Bruno foi um pouco mais longe, disse que as oito principais duplas são perigosas, juntando a parceria do romeno Horia Tecau com o holandês Jean-Julien Rojer a uma lista que tem também a Melo e Kbot e sua dupla com o britânico Jamie Murray.

Além de não sentir pressão extra após os bons resultados na grama, Bruno também não vê como negativo a pressão por um título britânico de Jamie. "Sempre há uma expectativa maior, é como foi jogar as Olimpíadas no Rio. Temos os dois lados da moeda, quando estamos em quadra a torcida ajuda bastante, tem aquela atmosfera legal. Por outro lado ele tem muitos compromissos e tem que saber dosar isso antes de um Grand Slam", finalizou.

Os dois não serão os únicos dois brasileiros na chave de duplas em Wimbledon e serão acompanhados de mais quatro representantes nacionais. Os paulista Rogério Silva e Thomaz Bellucci vão jogar juntos, o gaúcho Marcelo Demoliner segue com o parceiro neozelandês Marcus Daniell e o mineiro André Sá terá ao seu lado o israelense Dudi Sela.

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