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Circuito da ITF terá mudanças drásticas em 2019
30/03/2017 às 21h07

Entidade visa reduzir o número de jogadores no circuito para distribuir melhor a premiação

Foto: Divulgação

Londres (Inglaterra) - A ITF anunciou nesta quinta-feira uma série de mudanças em seus circuitos profissionais para homens e mulheres, que serão implantadas em 2019 e afetam diretamente a situação dos atletas que disputam eventos de nível future.

A proposta é o resultado de um longo estudo, a partir de dados e entrevistas colhidos entre os anos de 2001 e 2013. A entidade que comanda o tênis mundial estima que existam em torno de 14 mil tenistas participando de torneios profissionais e mais da metade de metade deles não está recebendo premiação em dinheiro.

O modelo visa reduzir drasticamente o número de participantes no circuito para dividir melhor a premiação dos torneios. Segundo o presidente da ITF David Haggerty, a ideia é criar “grupo verdadeiramente profissional”, composto por aproximadamente 750 homens e 750 mulheres que possam efetivamente viver do tênis.

Para colocar a ideia em prática, os torneios de nível mais baixo, que distribuem premiação de US$ 15 mil deixam de oferecer dinheiro ou pontos nos rankings da ATP e WTA e passam a integrar a chamada "Transition Tour", que será regionalizada e dará pontos em um ranking de entrada da ITF, que será utilizado para que os atletas possam participar de torneios grandes.

A entidade máxima do tênis também publicou números referentes à temporada de 2013, dizendo que o custo anual que um jogador masculino tem para se manter no circuito foi de US$ 38,8 mil, enquanto as mulheres gastaram em torno de US$ 40,1 mil. Com isso, o ranking médio para que um jogador pare de ter prejuízo é 336 para homens e 253 para mulheres.

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