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Ex-número 1 juvenil, Khromacheva celebra o top 100
13/03/2017 às 07h52

Khromacheva chegou ao top 100 da WTA aos 21 anos

Foto: Eric Visintainer/Divulgação

por Mário Sérgio Cruz

São Paulo (SP) - O nome de Irina Khromacheva já é conhecido daqueles que acompanham o circuito mundial juvenil há pelo menos seis anos, quando a canhota russa liderou o ranking mundial de sua categoria e chegou a ser finalista em Wimbledon.

Muito se esperou sobre o futuro dela, mas a sonhada entrada no top 100 só aconteceu no fim da temporada passada. Atual 93ª do ranking aos 21 anos, Khromacheva ainda é bastante falou ao TenisBrasil comentou sobre o longo caminho para se estabelecer na elite do circuito.

"Algumas pessoas conseguem chegar lá mais rápido e outras precisam de mais tempo", disse Khromacheva durante a etapa de São Paulo do Circuito Feminino Future, evento do qual foi campeã no último domingo. "Eu tive uma lesão no joelho no ano passado e problemas com treinadores anteriormente. Mudei minha técnica de jogo, ajustei meu plano tático e foi difícil encontrar uma maneira de jogar. Estou feliz que agora eu a encontrei", avaliou a canhota de 1,70m.

Contemporânea de jogadoras como Daria Gavrilova, Elina Svitolina e Sloane Stephens, que já estão entre as cem melhores há pelo menos três anos, Khromacheva deixa o recado para as jogadoras em transição para o profissionalismo. "Em primeiro lugar, não tenha pressa, apenas melhore seu jogo. Se você tiver pressa, você vai se lesionar, porque as jogadoras top fazem um jogo muito diferente. O mais importante é trabalhar duro e acreditar em si mesma".

Por conta da chegada ao top 100, ela pôde primeira vez disputar uma chave principal de Grand Slam este ano na Austrália. Entre suas metas para a temporada, está jogar os quatro Grand Slam, além de aparecer entre as 70 melhores (para entrar em torneios grandes) e jogar uma final de WTA. "Foi uma grande experiência. Infelizmente eu estava doente no começo do ano e não joguei nenhum torneio antes da Austrália, mas estava extremamente feliz por disputar uma chave principal de Grand Slam pela primeira vez".

Grande parte da formação de Khromacheva como tenista foi na academia de Justine Henin, na Bélgica. "Eu estive lá dos meus 12 anos até os 17 ou 18 anos. Tinha um bom técnico, um bom preparador físico e Justine ainda jogava naquela época, mas ainda dava alguns conselhos. Acho que toda aquela estrutura me ajudou a ser número 1 do ranking juvenil".

"No momento eu estou procurando um técnico. Quero treinar em Moscou, mas é difícil. A gente viaja muito e ficar muito pouco com a família. Se você não treinar em casa, você nunca ficará em casa", comentou a jovem tenista que viaja o circuito acompanhada da mãe, Nataliya. "Ela é minha maior torcedora".

Khromacheva também falou sobre as inúmeras boas jogadoras formadas na Rússia, ainda que algumas delas tenham optado por defender outros países posteriormente. "Em qualquer idade tem alguma boa jogadora. Tivemos [Yulia] Putintseva, [Daria] Gavrilova, eu, [Margarita] Gasparyan...", citou a moscovita de 21 anos. 

"Talvez da turma um ano mais nova do que eu não tenha surgido nenhuma jogadora ou eu não me lembre de nenhum nome, mas agora nós temos muitas jovens jogadoras sendo campeãs de Grand Slam no juvenil ou conseguindo suas primeiras vitórias na WTA", acrescenta a jovem que foi enfática quando perguntada se já recebeu alguma proposta para mudar de nacionalidade: "Sou patriota, então sempre serei russa".

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