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'Ele me mostrou por que é o Rafa', garante Dimitrov
27/01/2017 às 18h37

Dimitrov abraçou Nadal e mostrou muito respeito pelo espanhol

Foto: Site oficial

Melbourne (Austrália) - Apesar da frustração por ter ficado tão perto de sua primeira final de Grand Slam, o búlgaro Grigor Dimitrov garante ter saído de cabeça erguida do Australian Open. "Foi um dos jogos mais excitantes que já disputei, talvez tenha sido o primeiro que faço por mais de quatro horas e meia. Infelizmente não foi o resultado que eu queria, mas ele me mostrou hoje por que ele é o Rafa", afirmou, como elogio ao espanhol Rafael Nadal.

"Não é fácil perder um jogo como este, mas estou feliz com uma porção de coisas. Acho que devo pensar positivo e manter a cabeça erguida. Acima de tudo, Rafa merece todos os créditos porque é um lutador. Foi uma honra disputar uma partida como esta contra ele, isso mostra que estou no caminho certo. Preciso obviamente dar uma olhada para ver o que poderia ter feito melhor", garantiu o ex-top 10, que voltará a aparecer no 12º posto do ranking na segunda-feira.

"Tinha um plano claro de jogo, sabia o que fazer. Ele por sua vez mudou a forma com que jogou contra mim em Pequim meses atrás, principalmente o padrão do saque", avaliou, referindo-se a sua vitória de outubro. "Acho que eu poderia ter feito alguma coisa melhor no primeiro break-point que tive no quinto set, mas realmente não sei. Ele então colocou o pé na porta, o que fazem todos os grandes tenistas. Fez um golpe excepcional".

Dimitrov reconhece que ficará com o jogo na cabeça por uns dias e comparou sua atuação com a de dois anos atrás em Wimbledon. "Estou desapontado, mas não quero ver isso de forma ruim, porque foi apenas minha segunda semifinal de Grand Slam. Estou tentando melhorar. Na primeira, em 2014, eu realmente entrei nervoso. Desta vez encarei apenas como um outro jogo. Não quero amolecer agora. Estou competindo bem e em grande forma física. Isso vai me alimentar para os próximos torneios. Claro que vai ser difícil por três ou quatro dias, pensar que estive tão perto".

O búlgaro se disse particularmente feliz com a excelente forma apresentada. "Fisicamente eu me senti muito bem, mesmo no quinto set, quase cinco horas, ainda sentia que possuía muita energia. Tenho dormido mais tarde e não me senti sonolento, o que é um bom sinal. Não deu cãimbras, como já aconteceu em outros jogos contra ele. Achei que Nadal estava um pouco mais lento em alguns momentos".

Questionado sobre a final de domingo entre Nadal e Roger Federer, ele se esquivou. "Vai ser uma partida e tanto, dois dos melhores tenistas da história se encarando. Mas não cabe a mim comentar sobre isso".

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