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Bia celebra fortalecimento mental e ano sem lesões
23/11/2016 às 08h26

Bia encerrou a temporada com dez vitórias e dois títulos consecutivos

Foto: Arquivo
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por Mário Sérgio Cruz

Nova número 1 do Brasil, Beatriz Haddad Maia terminou o ano da melhor maneira possível. Foram dez vitórias consecutivas nas quadras duras americanas e os maiores títulos de sua carreira nos torneios de US$ 50 mil de Scottsdale, no Arizona, e Waco, no Texas.

Em relação ao ranking que ocupava em janeiro, quando era 246ª colocada, Bia saltou 71 posições para o atual 175º lugar (chegando a ser 170ª na semana passada).

Mas a canhota paulista precisou que fazer uma escalada ainda maior, já que tinha pontos a defender no início da temporada e chegou a sair do top 300 em abril. Em julho, ela estava na 367ª colocação. Já no dia 31 de outubro, antes do início dos dois torneios americanos, ocupava o 271º lugar.

Além dos bons resultados, a jovem jogadora de 20 anos tem outros motivos para comemorar. Em entrevista ao TenisBrasil, Bia destacou a evoluação no aspecto mental e o fato de poder completar a temporada livre de lesões. Palavras que vão ao encontro daquilo que ela planejava no início da temporada.

Confira a entrevista de Beatriz Haddad Maia. 

Você conseguiu jogar o ano inteiro e não ter lesões. O quanto isso foi importante para a sua confiança e no planejamento da temporada?
Desde o início do ano coloquei como metas terminar bem, saudável e conseguir encerrar a temporada com o físico 100%. Independente de resultados, conseguimos fortalecer essa parte, tanto fisicamente quanto mentalmente, para agora traçar objetivos para 2017.

Como está o ombro que você precisou operar no ano passado? Voltou a sentir algum tipo de dor ou já é página virada?
O ombro direito está ótimo! Nunca mais senti nada, aliás, nunca cheguei a ter dor nele, ele apenas saía do lugar, pelo motivo da queda que eu tive em quadra [ocorrida durante torneio em Campinas, há três anos].

No começo do ano, você havia dito que não tinha muita expectativa com relação ao ranking. Você termina 2016 muito perto da melhor marca da carreira e quase 200 posições acima da que ocupava há menos de seis meses (era 367ª em julho), além de ser número 1 do Brasil. Essa subida te surpreendeu positivamente?
Com certeza, estou muito feliz pelas conquistas desse ano! Mas não por ganhar pontos, posicões, mas por cada dia que eu trabalhei focada, pensando no que podia ser aquele dia, vivendo cada momento e as coisas foram acontecendo naturalmente. Estou mais feliz em poder ter terminado bem fisicamente e saber que o ano que vem pode ser melhor.

Naquela mesma entrevista que a gente fez no Clube Paulistano (durante torneio ITF em São Paulo), você disse que priorizaria o trabalho físico, autocontrole e meditação. Depois de passar o ano sem lesões e terminar com dois títulos seguidos, podemos dizer que foi bem sucedido esse trabalho?
Sim, isso foi fundamental para esse processo do ano, introduzi aos poucos meditação sim desde o início do ano e com certeza, isso reflete dentro e e fora de quadra.

Nessas duas semanas você lidou com várias situações adversas nos jogos: Saiu de 4/1 abaixo na final de Scottsdale, viu a Gibbs reagir depois de 4/0, salvou match point em Waco, fez um jogo de 3h30, a adversária da final fez cinco games seguidos... O quanto sair de todos esses buracos te fortalece mentalmente?
Sim, esse poder mental de poder jogar cada ponto é incrível! Estou buscando apenas isso, competir melhor, independente de estar 4/0 acima ou abaixo, como você falou que aconteceu nos meus jogos! São pontos e isso acontece todo dia, em todos os torneios. Isso tem que ser normal para nós que jogamos tênis.

Alguma vez você já havia conseguido vencer dez seguidas na quadra dura?
Acho que nem no saibro isso tinha acontecido. Foi algo que, claro, não pensei em dez jogos, mas fui buscando cada pontinho com bastante foco e aconteceu... Faz parte de todo nosso trabalho do dia a dia.

Na gira que você fez pela Europa em setembro, você acabou pegando primeiras rodadas muito duras [Bia enfrentou as romenas Sorana Cirstea e Andreea Mitu e a espanhola Silvia Soler]. Talvez você estivesse até mais alto no ranking não fossem aqueles sorteios, mas o que deu para tirar daqueles jogos?
Foi muito importante jogar com essas meninas, pois é contra elas que eu vou elevar meu nível, competir contra as melhores e alcançar meus objetivos. Foi muito importante para meu amadurecimento e experiência, principalmente porque fiquei sozinha nas duas primeiras semanas.

Qual é o seu calendário para a pré-temporada e começo de 2017? Pretende viajar quando para a Austrália, joga algum outro torneio antes do quali?
Vou jogar o quali do Austrailian Open, mas antes devo jogar um dos WTAs na Austrália ou na Ásia. Vai depender das listas. [Na primeira semanas de 2017 acontecem os torneios de Brisbane, Auckland e Shenzhen, já na seguinte que coincide com o quali do primeiro Slam do ano, haverão competições em Sydney e Hobart]

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