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Wawrinka não pensa em Wimbledon e na liderança
12/09/2016 às 13h48

Wawrinka disse que chegou a chorar antes da final em NY

Foto: Divulgação

Nova York (EUA) - Campeão do US Open, batendo no último domingo o sérvio Novak Djokovic de virada, o suíço Stan Wawrinka chegou à sua terceira conquista de Grand Slam. Apesar da empolgação da conquista, ele fez questão de colocar as coisas no lugar e negou ter chance de brigar pelo número 1, assim como deixou de lado a ânsia por um título em Wimbledon, único dos quatro grandes que lhe falta.

"Wimbledon está muito longe. Acho que posso jogar meu melhor tênis na grama, mas ainda não consegui e não passei das quartas de final. Todo ano tenha tentado melhorar e neste eu coloquei alguém em minha equipe para me ajudar a entender melhor este piso", comentou o suíço, que nesta temporada contratou o holandês Richard Krajicek como auxiliar durante a temporada de grama. 

Questionado sobre a possibilidade de brigar pela liderança do ranking, Wawrinka respondeu com um monossilábico não. "Estou muito longe de poder pensar nisso. Basta olharmos para Novak, que vence dois ou três Grand Slam por ano e vence uns cinco Masters 1000. Ele ganha tudo e se não ganha chega à final", analisou o suíço, que prefere traçar metas passo a passo.

"O plano é me forçar a alcançar o meu máximo, chegar a ser o melhor jogador que posso. Não sou bom o bastante para dizer: 'Ok, vou ganhar um Slam neste ano'. Não é assim. Meus resultados só acontecem porque trabalho dia a dia e luto para evoluir. Em todo torneio que entro a meta é tentar vencê-lo", comentou o número 3 do mundo. 

Wawrinka revelou que sentiu um pouco o peso da decisão do US Open antes de entrar em quadra. "Hoje, eu estava muito nervoso antes da final. Estava abalado no vestiário e as últimas coisas que Magnus me disse antes de entrar em quadra me fizeram chorar. Mas sabia que meu jogo estava lá, que fisicamente eu estava preparado e que se lutasse em quadra eu tinha uma chance de vencer".

Um assunto que não poderia passar em branco durante a entrevista coletiva após a final foi o polêmico atendimento pedido por Djokovic. "Apenas perguntei ao juiz sobre a regra, pois ele havia pedido atendimento enquanto estava sacando e jogamos mais uns sets pontos. Se seu adversário está mal, se está sangrando, é preciso parar o jogo. Foi isso que me explicaram o juiz e o árbitro geral", encerrou o suíço,.

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