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Tênis americano sugere formas para encurtar jogo
11/09/2016 às 10h20

USTA adotou o cronômetro regressivo entre pontos nos torneios juvenis

Foto: Reprodução

Nova York (EUA) - Adoção de cronômetro para evitar demora entre os pontos, eliminar o 'net' quando o saque toca na fita e o aquecimento de cinco minutos e quem sabe até diminuir os jogos masculinos para melhor de três sets. Todas essas mudanças estão na pauta da Associação Norte-americana (USTA) como forma de tornar o tênis mais atrativo.

"Queremos inovar, mas precisamos do apoio dos tenistas", afirmou Stacey Allaster, chefe executiva do departamento profissional da entidade em entrevista ao site da revista Tennis. "Todas essas sugestões precisam ser testadas anteriormente em eventos de menor porte".

O torneio juvenil deste US Open já introduziu o cronômetro de 20 segundos e aparentemente funcionou: em 260 partidas, apenas 24 advertências foram dadas aos jogadores. No profissional, o controle cabe ao árbitro de cadeira, que nas semifinais precisou advertir Stan Wawrinka, Kei Nishikori e Gael Monfils por estarem estourando o tempo.

A extinção do 'net' e do aquecimento já acontece no forte campeonato universitário americano. "O fã liga a TV às 16 horas e na verdade o jogo começa 16h15. Nesse tempo, o espectador pode ter mexido no controle remoto e trocado por outro esporte. Temos de ser mais rápidos", afirma Allister.

A dirigente acredita que deveria haver maior discussão sobre a adoção do sistema no-ad nas partidas de simples e duplas - como acontece nas duplas mistas dos Grand Slam - e até mesmo se pensar na redução das partidas masculinas para três sets.

"Vimos o quanto o físico dos tenistas é afetado, com tantas desistências no torneio", pontua. O profissional Rajeev Ram apoia. "Quem pode hoje sentar na frente da TV para assistir a cinco horas de um jogo, com o pessoal trocando 40 bolas por ponto?", argumenta.

Allister por fim acha que a tecnologia precisa ser mais usada, como aconteceu no caso do 'hawk-eye', que revisa as chamadas dos juízes. A inovação sugerida pela USTA é a colocação de microcâmeras no corpo ou boné dos tenistas para que a TV reproduza situações mais reais, como a devolução de um saque a 220 km/h.

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