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'Estou orgulhosa de mim mesma', garante Pliskova
10/09/2016 às 22h58

Pliskova disputou sua primeira final de Slam neste US Open

Foto: Divulgação

Nova York (EUA) - Apesar de ter ficado com o vice-campeonato, perdendo a final deste sábado para a alemã Angelique Kerber, a tcheca Karolina Pliskova não deixou o US Open de cabeça baixa. Ela lembrou que não chegou ao torneio com expectativa de ir tão longe e afirmou estar orgulhosa de tudo o que fez nestas últimas duas semanas.

"Acho que fiz um grande trabalho, foi a minha primeira final e estive perto de vencer.Ela tem mais experiência nessas finais que eu, então isso provavelmente foi decisivo nesta partida. Estou orgulhosa de mim mesma. Se alguém me dissesse que iria chegar à final aqui antes de começar o torneio, eu com certeza aceitaria isso. Por isso não estou triste", afirmou a tcheca. 

Pliskova não quis garantir que sua campanha em Nova York será um ponto de virada na carreira e quer esperar o futuro para ver como será. "Bem, eu não posso dizer isso agora. Podemos ver talvez no próximo ano", brincou a tcheca. "Talvez algo possa mudar; talvez não. Eu só quero pegar todos os aspectos positivos deste torneio", complementou.

Embora tenha dito que a maior experiência de Kerber tenha feito diferença, ela negou nervosismo de sua parte na final. "Não estava nervosa, nem no começo e tampouco durante a partida. Já disse uma vez que quando estou em quadra me sinto bem. Um pouco antes do jogo eu fiquei um pouco nervosa, mas acho que é normal". 

A tcheca destacou a regularidade da rival, que sempre a fazia jogar uma bola a mais. "Foi muito difícil para mim fisicamente, nós todos sabemos que ela é uma adversária dura e que coloca muitas bolas de volta. No terceiro set eu estava perto de poder vencer, mas ela está jogando um grande tênis este ano e não é fácil vencê-la", analisou Pliskova.

Um ponto também apontado pela vice-campeã foi o fato de Kerber ser canhota, para ela, uma dificuldade extra a se encarar. "Não havia enfrentado uma canhota até então no torneio e sempre diferente enfrentar alguém assim. Ela sempre saca no meu backhand e não dava para fazer muito em relação a isso", comentou. 

"Tenho uma irmã gêmea que é canhota e sei bem como é sempre difícil jogar contra as meninas assim. Não há muita delas no top 100 e nem sempre é fácil achar uma para treinar", disse Pliskova, que foi questionada se sua irmã Kristyna, que está na China (onde a decisão começava às 4h da manhã) viu sua final. "Não acho que ela me viu jogar. Ela vai disputar uma final pela manhã e por isso acredito que esteja dormindo", declarou Karolina.

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