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Kerber diz estar preparada para pressão do nº 1
10/09/2016 às 22h20

Kerber levantou em Nova York sua segunda taça de Grand Slam

Foto: Divulgação

Nova York (EUA) - Não poderia terminar de melhor maneira o US Open para a alemã Angelique Kerber, que faturou seu segundo título de Grand Slam nas quadras de Flushing Meadows e de quebra assumirá a liderança do ranking na próxima segunda-feira. A germânica vai ultrapassar a norte-americana Serena Williams e se diz preparada para aguentar a pressão do número 1.

"É melhor coisa que se pode alcançar venere um Grand Slam antes de chegar ao numero 1. Quando cheguei aqui tinha muita pressão por isso, todo mundo só perguntava sobre a liderança. Sempre é duro jogar uma final ainda mais com alguém que me derrotou duas semanas atrás", observou Kerber, que havia sido superada pela tcheca Karolina Pliskova na final de Winston-Salem. 

"Acho que estou pronta para ter essa pressão nos meus ombros, depois de ganhar meu 1º Slam na Austrália enfrentei muita pressão e todo mundo queria me vencer. Agora eu posso dar um próximo passo e tentar ficar lá o máximo que puder", comentou a alemã, que evitou comparações com a atual número 1 do mundo.

"Serena é uma das melhores jogadoras que já vi, quero apenas seguir o meu caminho melhorando meu jogo e vendo o que consigo pela frente", complementou Kerber, primeira alemã a chegar à liderança do ranking depois de Steffi Graf, que lhe serviu como fonte de inspiração para escolher o tênis como profissão. 

Kerber voltou a comentar a importância que Graff teve para ela. "Ela era meu ídolo, e já disse isso varias vezes. É importante para mim seguir o meu cainho, mas o que ela faz para o tênis na Alemanha foi incrível", observou a futura líder do ranking da WTA.

Questionada sobre o que fez para melhorar tanto em 2016, ano em que venceu dois títulos de primeira linha, ela destacou a agressividade e o lado menta. "Acho que muitas cosias mudaram nesse ano, estou muito feliz com meu evolução, melhorou em vários aspectos e estou aqui com meus segundo Slam. Tenho melhorado muitas coisas, principalmente minha condição física. Também tento ser mais agressiva. Outro fator é o mental, buscando ser mais positiva e focando melhor em que faço em quadra". 

Ao analisar a partida contra Pliskova, ela voltou a falar sobre a importância a agressividade. "Sabia que precisava ser agressiva pra vencer, acho que fiz bem. Comecei bem forte, fazendo-a se mexer bastante. No segundo set minha linguagem corporal não era a melhor, Karolina estava dando muito trabalho. Pensei que tinha que continua positiva e acreditar no meu jogo. O segredo no final do terceiro foi aproveitar as chances", disse.

Para finalizar, a alemã comentou sobre a sensação que teve ao término da partida. "Foi um pouco de tudo (de felicidade e alívio), levantar esse troféu é uma coisa que não consigo descrever com palavras", encerrou Kerber, uma das sete jogadoras que conseguiu vencer o US Open e o Australian Open no mesmo ano, se juntando a Martina Hingis, Monica Seles, Steffi Graf, Martina Navratilova, Chris Evert e Margaret Court.

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