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Número 1 é a próxima meta de Soares e Murray
10/09/2016 às 18h29

Soares e Murray faturaram US$ 625 mil pelo título no US Openb

Foto: ATP

Nova York (EUA) - Em apenas oito meses de parceria no circuito, o mineiro Bruno Soares e o escocês Jamie Murray já conquistaram o segundo título de Grand Slam, ambos sobre piso sintético. Neste sábado, derrotaram os espanhóis Pablo Carreño e Guillermo Garcia-Lopez, por 6/2 e 6/3, e foram campeões do US Open. Classificados para o Finals de Londres, a meta agora vira a liderança do ranking: "Com certeza dá pra gente pensar no número 1. Os franceses Mahut/Herbert estavam bem na frente, mas a gente se aproximou. Vamos deixar a corrida interessante para o fim do ano", promete.

O sucesso tão rápido da parceria de certa forma surpreende Bruno. "É difícil imaginar um ano como esse, principalmente a gente que não tinha conquistado nenhum título juntos e estava começando a parceria. Ganhar dois Grand Slams é muito especial. Em função do trabalho que a gente vem fazendo e de toda a dedicação que a gente colocou, veio o resultado. A gente sabia que estava preparado para conquistar coisas grandes. Estamos colhendo os frutos".

O mineiro de 34 anos acredito que o US Open se encaixa muito bem no seu estilo e também no do parceiro. "Foi uma combinação de coisas. As condições são as mais favoráveis para a gente. O ano mostrou que a quadra rápida é o nosso melhor piso. A preparação foi muito boa. Ter vindo mais de uma semana antes pra cá ajudou muito. A gente foi crescendo. Tivemos um primeiro jogo muito complicado. Ganhamos 7/5 no terceiro e a gente cresceu demais. As quartas contra o André (Sà) foi um jogo duríssimo e no mental também, enfrentando um grande amigo. A semi foi outro grande jogo e na final jogamos o nosso melhor tênis, executando tudo com perfeição e conseguimos levar o título", avaliou a campanha.

Soares agora é o segundo tenista brasileiro com maior quantidade de troféus de Grand Slam, com cinco, atrás somente dos 19 de Maria Esther Bueno. "É difícil de acreditar. Quando você fala pra mim que eu ganhei cinco títulos de Grand Slam é inacreditável. A gente sonha com esses torneios desde pequeno. Mas não sonhamos nem em ganhar. É tão grande, tão fora da realidade, que a gente sonha primeiro em participar. Depois o sonho vai ficando mais próximo, se tornando realidade, virando uma coisa palpável e hoje aqui estou eu. Só tenho que sorrir e agradecer. Sou um privilegiado de ter a oportunidade de conquistar isso tudo".

Outra alegria para o mineiro foi ter a companhia de muitos amigos e da família ao longo das duas semanas. "A nossa torcida foi o centro das atenções nos nossos jogos. A turma fez uma festa bacana. É muito especial poder conquistar com todo mundo muito perto. Feliz de mais por dividir isso com a família e os amigos".

A festa será curta, no entanto. Neste domingo, ele já deixa Nova York e viaja diretamente para a Bélgica, onde se juntará à equipe da Copa Davis para jogar o difícil duelo de repescagem que acontece a partir da sexta-feira sobre piso sintético coberto.

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