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Djokovic diz que entende Gael e até se divertiu
09/09/2016 às 22h05

Djokovic teve a camisa rasgada em meio a um lance e disse que não foi a primeira vez

Foto: Site oficial

'Foi um jogo estranho, como sempre é diante de Gael, que é um tenista imprevisível. Estava 5/1 e me vi de guarda baixa quando ele começou com aquelas bolas sem peso. Mas ele é assim, adora variar o jogo, com golpes defensivos ou ralis longos. Eu não deveria ter deixado ele voltar por jogo depois de ter 2 sets a 0 e 2/0. Daí ele começou a acreditar nele mesmo. Com as vaias do público, ele sentiu que precisava jogar melhor e o fez, e aí a torcida ficou com ele.'
Novak Djokovic, analisando a estranha partida contra Gael Monfils na semifinal do US Open.

'Houve momentos que ele me irritou, em outros me divertiu, em outros fiquei bravo comigo mesmo. Foi uma experiência teatral hoje.'
Sobre seus sentimentos ao longo da partida.

'Acho que nós dois caímos fisicamente no final do terceiro set e ainda mais no começo do quarto. Era um momento tenso. Ele tentou mais coisas, forçou o segundo saque, fez saque-voleio, mandava bola com efeito no meio da quadra me convidando para ir à rede. Ele tem jogado o melhor tênis de sua vida na quadra dura nas últimas semanas e vimos isso. Então foi uma boa vitória.'
Sobre a parte mais instável do seu jogo nessa partida.

'Penso que em alguns momentos ele não estava se comportando direito, para alguns algo inaceit´vel, mas acho que faz parte de suas táticas. Pareceu que ele não estava se esforçando, mas então começou a jogar muito, foi agressivo, aproveitou as chances, foi para a rede. Mas novamente eu digo: a culpa foi minha, com 5/1, saque, 40-0. Deixei que ele me perturbasse. Eu o conheço há muito tempo, não o levo para o lado mau.'
Evitando fazer uma crítica direta a Monfils.

'De minha parte, joguei de forma sólida até o começo do terceiro set. Aí ele começou a ser agressivo e a tomar iniciativa. No quarto set, foi mais paciente. Tenho um dia agora para me recuperar para a final. É o lugar onde desejo estar num Grand Slam. Todo o resto agora ficou para trás. Só irei pensar no jogo de domingo.'
Perguntado para avaliar a sétima presença na final em Flushing Meadows.

'Faz algum tempo que não enfrento Stan. É o tipo de jogador que eleva seu nível nos grandes jogos, contra os melhores adversários. Nos seus dois títulos de Slam, ele me venceu. Hoje ele acredita mais em si mesmo, não se estressa nos grandes momentos. Kei por seu lado está bem estabelecido no topo do ranking, me venceu em 2014 quando foi à final aqui, sempre muito concentrado no seu trabalho. Está faminto pelo sucesso.'
Sobre os possíveis adversários de domingo.

'Antes do torneio, houve alguns problemas físicos que me deixaram um tanto cético. Claro que foi abençoado por ter mais dias de folga para me focar na recuperação e trabalhar coisas no meu jogo. Estou muito, muito satisfeito em ter chegado à final.'
Lembrando as dúvidas físicas do punho e do cotovelo ao chegar em Nova York.

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