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'Nova York me dá confiança diferente', afirma Bruno
08/09/2016 às 21h08

Soares e Murray tiveram grande desempenho junto à rede diante dos melhores do ranking

Foto: Site oficial

Nova York (EUA) - Bruno Soares vai tentar mais um título no US Open. Bicampeão de mistas e finalista de duplas masculinas há três anos, ele se junta desta vez ao escocês Jamie Murray para buscar o segundo Grand Slam de sua melhor temporada no circuito. Depois de passar pelos números 1 e atuais campeões Pierre Hugues Herbert e Nicolas Mahut, por 7/5 4/6 e 6/3, eles enfrentarão no sábado a surpreendente parceria de Guillermo Garcia-López e Pablo Carreño, que ganharam o duelo espanhol diante de Feliano e Marc López, por 6/34 e 7/6 (7-4).

"Foi um jogaço hoje. A gente tinha que jogar nesse nível para ganhar dessa dupla, que é a melhor da temporada. Eles estão jogando em um nível altíssimo, foram campeões aqui no ano passado e também gostam muito de jogar nessas condições," contou Bruno. "A gente conseguiu mostrar o nosso jogo, nessa quadra rápida que é o nosso melhor piso e onde temos conseguido os melhores resultados."

Esta será a segunda final de duplas masculinas que Bruno disputa em Nova York, tendo sido vice-campeão em 2013, com Alexander Peya. Além do vice de duplas, Bruno tem dois títulos de duplas mistas no US Open, com Ekaterina Makarova, em 2012 e com Sania Mirza, em 2014. "Nova York é especial para mim pelos resultados, além de gostar muito dessas condições de jogo, que se adaptam bem ao meu estilo. E o US Open entrou para a minha história. É um lugar onde sempre tenho uma sensação especial e uma confiança interna diferente, maior do que o normal", analisa o brasileiro.

Em 2013, Bruno e Peya perderam a final para Leander Paes e Radek Stepanek, com o parceiro austríaco lesionado. Desta vez, o mineiro quer entrar para ganhar o Grand Slam. "Naquele ano, o Alex se machucou na semi e entramos para cumprir tabela. Agora vai ser diferente. Vamos entrar para competir e quem sabe ganhar mais um Grand Slam."

Há três semanas em Nova York, Bruno credita a decisão de ter ficado nos Estados Unidos, depois da derrota precoce em Cincinnati, para treinar e se preparar, como um dos fatores para os bons resultados no Grand Slam americano. "Estamos cada vez mais maduros como dupla e com certeza a preparação fez a diferença. Fizemos o sacrifício de ficar aqui depois de CIncinnati, mesmo sendo um ano muito longo. Mas acho que esse tipo de sacrifício faz a diferença. Treinamos 10 dias aqui antes do US Open começar e estamos colhendo os frutos."

A final de sábado será a 45ª decisão de duplas no circuito para Bruno, que tem 22 troféus. Ao lado de Murray, Bruno tenta o terceiro título, tendo sido campeão em Sydney e no Australian Open e vice em Monte Carlo e Toronto.

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