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Na 11ª final de Slam, Murray aposta na experiência
08/07/2016 às 20h13

Britânico disputa sua terceira decisão na grama de Wimbledon

Foto: Divulgação

Londres (Inglaterra) - Campeão de Wimbledon em 2013 e finalista do torneio pela terceira ocasião, Andy Murray aposta na experiência para conquistar o bicampeonato no próximo domingo. Isso porque o número 2 do mundo, que está em sua 11ª final de Grand Slam enfrenta o sétimo colocado canadense Milos Raonic, que nunca chegou tão longe.

"Você aprende com esses jogos", disse Murray. "Ter essas experiências no passado me ajudou muito a jogar contra alguns dos melhores de todos os tempos", acrescenta. "Obviamente, é a primeira vez que vou jogar uma final de Slam contra alguém que não é Roger ou Novak. Então é diferente".

"Eu sei o quanto é difícil chegar às finais destes eventos e o quanto é dificil vencer cada um deles", comentou o britânico, que já esteve nas finais dos quatro Grand Slam e tem um título em Wimbledon e outro no US Open.

"Acho que os torneios começam a significar mais para você quando você e começa a conhecer mais a história dos acontecimentos. Quando você tem 18 ou 19 anos, você provavelmente não é tão consciente sobre essas coisas", completou o britânico de 29 anos.

O retrospecto de Murray contra a Raonic é favorável. Em nove jogos, são seis vitórias para o britânico, que levou a melhor nos últimos cinco encontros. Destaque para o fato de Murray ter vencido nos três pisos diferentes este ano, quadra dura no Australian Open, o saibro de Monte Carlo e a grama de Queen's.

"Acho que isso pode ajudar. Nós jogamos algumas vezes este ano, em todas as superfícies. Há coisas que os jogadores fazem de forma diferente, dependendo do piso. Então ajuda ter feito uma partida contra ele na grama, porque eu pude ver o que ele faz de diferente".

No mais recente encontro, Murray vou o adversário vencer o primeiro set e ainda abrir 3/0 na segunda parcial antes de consolidar a virada. "Foi um jogo difícil em Queen's, porque eu estava com um set e uma quebra abaixo. Ele está jogando o melhor tênis da carreira em quadra de grama. Estou ciente de que vou ter que jogar muito bem".

Murray foi responsável por quebrar um longo tabu no tênis britânico, que não comemorava um título em Wimbledon desde 1936. "Para muitos jogadores, mas especialmente para os britânicos, Wimbledon é a maior competição", disse Murray. "Jogar em casa numa final de Grand Slam é muito raro. Não são muitos jogadores que tiveram esta oportunidade. Isso é ainda mais especial".

O britânico também comemorou a boa apresentação na vitória por triplo 6/3 contra Tomas Berdych na semifinal. "Estou obviamente muito feliz. Fiz uma boa partida hoje. A parte do meio do segundo set foi decisiva. Evitei algumas chances de quebra e depois quebrei no game seguinte. Isso foi muito importante".

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