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Raonic diz que 'pequena porta' decidiu a virada
08/07/2016 às 18h05

Raonic é o primeiro canadense em uma final de Grand Slam

Foto: Arquivo

Londres (Inglaterra) - Classificado para sua primeira final de Grand Slam, Milos Raonic acredita que uma "pequena porta" decidiu o duelo com Roger Federer pela semifinal desta sexta-feira. O canadense conseguiu uma quebra decisiva no 12º e último game do quarto set, em que disparou dois winners de devolução e contou com duas duplas-faltas do suíço.

"Foi uma virada incrível para mim. Tive que lutar muito durante o terceiro e quarto sets e por apenas uma pequena porta, eu consegui virar o jogo", disse Raonic após a vitória por 6/3, 6/7 (3-7), 4/6, 7/5 e 6/3 em 3h25. "Eu encontrei uma maneira de continuar a trabalhar, de me manter no jogo e finalmente pude reverter o placar".

O jogador de 25 anos, que tem em seu time de treinadores os ex-líderes do ranking Carlos Moyá e John McEnroe, tentou não se intimidar com o histórico do heptacampeão Federer do outro lado da rede.

"Ele tem os maiores feitos no tênis, mais do que qualquer outro. Mas você joga contra quem o Roger é hoje, não contra quem ele foi", comentou Raonic, que venceu Federer pela 3ª vez em 12 jogos. "Então eu procurei pensar naquilo que eu precisava fazer e não pensar tanto nele. Estava muito focado em mim mesmo, orgulhoso da maneira que eu fui capaz de lidar com a situação".

O resultado serviu como uma revanche para o canadense, que disputou sua primeira semifinal de Slam exatamente contra Federer em Wimbledon, há dois anos. "Claro que o que aconteceu há dois anos foi muito decepcionante. Hoje eu fiz muitas coisas bem hoje, estava com a atitude certa, bastante vocal, positivo e procurando por soluções".

Às 10h (de Brasília) do próximo domingo, Raonic desafia o número 2 do mundo Andy Murray. Campeão do torneio em 2013, o britânico lidera o retrospecto por 6 a 3 e vem de cinco vitórias seguidas.

"Andy é um dos maiores 'workaholics' do circuito e ele tenta usar diferentes coisas para te incomodar, ele varia entre bolas mais lentas ou mais rápidas. Meu objetivo é escapar disso e colocar o jogo nos meus termos e ser agressivo sem hesitar".

O canadense ainda lembrou a dura derrota que sofreu para o britânico na final do ATP 500 de Queen's no início da temporada de grama. "Essas coisas me fizeram mais forte. Agora eu tenho mais ferramentas para enfrentar esse desafio no domingo do que eu tinha há alguns domingos atrás", avaliou o canadense".

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