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Notícias | Top Spin
Técnico Kotyza revela como trabalha com Kvitova
29/10/2015 às 11h20
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Cingapura - David Kotyza é técnico de Petra Kvitova desde que a tcheca tinha 19 anos. Eles se conheceram dois anos antes, quando ele treinava Lucie Safarova em Prostejov. Os golpes chapados de Kvitova chamaram sua atenção. "Ela jogava um estilo diferente. Aquela foi a primeira vez que eu realmente a conheci”, disse o treinador em entrevista interessante a Courtney Ngyuen para o WTA Insider, publicada nesta quarta-feira. 

Kotyza, de 48 anos, é um sujeito calmo, pensativo, que ajudou Kvitova a conquistar dois títulos de Wimbledon, alcançar o posto de número 2 do mundo e o título do WTA Finals de 2011. Mas o que ele mais preza é ter observado Kvitova enfrentar as adversidades e amadurecer, transformando-se da garota tímida de uma cidade pequena na mulher de 25 anos que é hoje. 

Seu sucesso internacional veio logo que começou a disputar torneios no exterior e aos 18 já estava no top 50. "Esta jovem tímida, muito educada, saltou neste “zoo”, mergulhou fundo, mas começou a nadar realmente bem." Paralelamente ao êxito na quadra, vieram as lições da vida real. "No início, ela confiava em todos", lembra Kotyza. "E então, oops, um pouco de decepção. Você pode achar gente correta, mas você não conhece imediatamente. Você tem de saber quem é quem, em quem pode confiar ou não. Acho que foi duro para ela porque ela é realmente tímida e sempre dizia sim. Ela acabou tendo de reduzir seus ‘sim’.”

No fim de 2009, ele decidiu trabalhar exclusivamente com Kvitova, mas antes quis esclarecer algumas questões e pediu a ela que respondesse a um questionário. Ele assinou o contrato assim que leu suas respostas. "Perguntei sobre quais ela achava que eram suas armas, suas deficiências, sobre o relacionamento com os pais, sobre quem a apoiava, sobre seu condicionamento físico, sobre sua força mental. Ela respondeu com uma adulta, eu reconheci seu caráter e força mental. Com aquilo, ela podia realmente conseguir alguma coisa. Eu ainda o tenho", revelou Kotyza, referindo-se ao questionário. "Realmente interessante. Sete anos atrás", acrescentou, com um quê de saudade. 

Que os vê juntos percebe que a relação de trabalho deles é de igual para igual e com amizade. "Acho que temos que nos comunicar mais do que no início, agora”, comentou Kvitova. "Comecei com ele aos 19, então, era um bebê como jogadora. Ele era experiente, praticamente me mostrou tudo. Agora, claro, isso mudou um pouco. Estou mais velha, sou adulta, tenho minhas coisas. Temos de achar um bom equilíbrio e uma boa comunicação na quadra e for a dela. Estou contente porque, quando o bebê está crescento, às vezes você diverge em um monte de coisas. Mas nós não, então, acho que é por isso que ainda estamos juntos.” 

Kotyza sabe que não pode mais se comportar com ela como há sete anos. "Ela realmente é uma adulta. Talvez nós discutamos mais porque antes era unilateral. Agora, estamos no mesmo nível de linguagem, falamos como dois adultos sobre o nosso negócio." 

Um relacionamento que exige muita confiança de ambas as partes. "Não tenho nenhum problema em ficar atrás das cortinas, esperando que ela bata na porta pedindo uma ajuda. Isso é melhor do que eu estar sempre dizendo o que tem fazer. Ela ficaria doente com isso. Ela pode, agora, dizer para mim 'David, preciso disso, preciso daquilo'. E está tudo bem”, diz o treinador.

Neste ano, pouco depois do começo da temporada, Kvitova anunciou que iria se afastar  do tênis por um tempo, desistindo de jogar duas importantes competições, mesmo sem estar machucada.  A sugestão foi de Kotyza, que notou os sinais de algo errado em sua pupila em Sydney, apesar dela ter ganhado o torneio. A tcheca havia perdido a motivação para jogar.  "Sentamos para conversar durante um café da manhã e vi lágrimas nos seus olhos. Eu disse que ao olhar para ela na quadra, não via que era janeiro, mais parecia outubro. Parecia que você estava em Cingapura no ano passado. E ela disse que sim, que se sentia desse jeito. Então, conversamos sobre os tempos difíceis que ela superou. Ela tinha se saído bem antes e tentei motivá-la. Ela ganhou o torneio, mas perdeu na terceira rodada do Aberto da Austrália. O problema ainda estava lá. Senti alguma coisa no meu estômago, intuição”, contou Kotyza. 

"Fomos para Doha e Dubai. Dubai foi terrível. Fui para casa para passar férias com minha esposa e filhos. Ela me escreveu falando dos mesmos sentimentos, que se sentia vazia, sem alegria e sem paixão. E sei que isso é a coisa mais importante para o seu jogo. Então tive algumas noites de insônia e não achei outra solução a não ser dar uma parada. Nunca fizemos isso antesw. Especialmente no início do ano, importantes torneios para as top 10, quase impossível não comparecer. Mas senti que tinha de dizer isso a ela.” 

Foi uma decisão arriscada, mas que deu certo. "Eu escrevi uma mensagem a ela. “Petra, sou seu técnico. Talvez não tenha mais meu emprego, mas não me importo. Penso em você, tenho de dizer o que acho que é o melhor para você neste momento, e a melhor opção é descansar, não importa por quanto tempo. Até recuperar a paixão, até acordar e sentir falta do tênis e querer voltar. Vá para longe, não me escreva, não tenha contato com ninguém ligado ao tênis. Encontre-se e ache a sua paixão, então veremos.” 

O técnico lembra-se que Kvitova ficou chocada, pois não imaginava isso. Pensou por alguns dias e escreveu que iria parar depois daquele torneio. Ela ganhou de Jankovic em Doha e o preparador físico achou que estava tudo bem. “Eu disse que não. Ela está lutando porque sabe que há um limite e então ela estará livre como um passarinho. Então, ela decidiu parar. Cinco, seis semanas e nada. Depois de algumas semanas, ela começou a falar um pouco. Falei que a melhor hora para recomeçar seria na Fed Cup, diante da torcida de casa, onde sempre se dá bem. Ela começou uns dias antes com treinos e jogou de forma incrível. Ganhou suas duas partidas, perdeu em Stuttgart e ganhou Madri. Acho que ela só ganhou Madri porque fez uma parada em março.”

Foi no Aberto de Madri que a tcheca impôs a primeira derrota no ano à número 1 do mundo Serena Williams a caminho de seu segundo título na competição. Na sequência, foi às quartas em Roma, caiu na quarta rodada em Roland Garros e foi eliminada prematuramente em Wimbledon, antes de ser diagnosticada com mononucleose. Ela reagiu de forma otimista, sem drama, mostrando que puxou à sua mãe. 

"Isso também é um sinal do caráter dela", afirma o treinador. "Gosto de trabalhar com ela nestas situações difíceis porque é a oportunidade de ajuda-la. Eles não precisam de nós quando estão indo bem. Você apenas senta e aplaude. Se estão tendo dificuldade, eles veem perguntar. É para isso que estamos aqui, isso é responsabilidade. Tento ser responsável e estou tentando ajudar nessas dificuldades”, comentou ao WTA Insider.

Por isso, não é surpresa que Kotyza lembre-se com orgulho de como ela aprendeu a lidar com derrotas duras como nas quartas em Wimblendon em 2013 para a belga Kirsten Flipkens. "Nos sentamos para tomar algumas cervejas e vinho, estávamos muito decepcionados, todos estavam tristes e ela disse: ‘OK, caras, vamos beber pelo ano que vem. Prometo que conseguirei no ano que vem.' Talvez apenas palavras, você pode levar a sério ou não. Mas pensei, vamos ver. E nós vimos." Em 2014, Kvitova conquistou Wimbledon pela segunda vez. 

Neste ano, depois da queda precoce em Wimbledon, eles conversaram francamente e ele colocou o cargo à disposição, caso ela quisesse tentar outro técnico. Na opinião de Kotyza, Kvitova devia mudar sua atitude, parar para pensar sobre ela e qual o futuro desejava para ela.

"Ela disse não, quero continuar. Ela decidiu parar com o preparador mental e desde então começou a trabalhar de novo. Apesar da mononucleose e as derrotas em Toronto e Cincinnati, ela foi bem em New Haven e no US Open. Então, estou orgulhoso dela, não por causa de suas vitórias, mas pela forma com que lida com as derrotas. Para mim, isso é um sinal de caráter. Porque quando alguém vence, todos estão felizes e cheios de orgulho. Eu não sou assim, isso é muito fácil."

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