
Toronto (Canadá) - Depois de quatro meses atuando em quadras de saibro e de grama, o sérvio Novak Djokovic voltou ao piso sintético para defender seu título no Masters 1000 do Canadá. Teve uma vitória relativamente fácil sobre o australiano Bernard Tomic, agora 49º do mundo, por 6/2 e 6/3, e acha que teve uma atuação animadora.
"Para uma primeira partida, foi uma performance decente, avaliou o número 2 do mundo, que vinha de duas derrotas consecutivas nos Jogos Olímpicos de Londres. "Os quatro primeiros games da partida foram muito longos, demorei para achar o ritmo. As condições são totalmente diferentes, desde o fuso horário até o quique da bola".
Djokovic não atuava sobre quadra dura desde a conquista do Masters de Miami, em abril, e teve pouco tempo para se readaptar em Toronto, já que até domingo ainda estava em Londres, decididindo a medalha de bronze. Ele jamais perdeu antes das quartas no torneio canadense, onde foi campeão em 2007 e no ano passado. Defender o título será algo fundamental para aumentar sua confiança rumo ao bicampeonato no US Open.
"Eu adoro jogar em quadras duras. É meu piso predileto", garante ele. "Nos momentos em que precisei jogar bem e ser paciente, fiz isso muito bem hoje. O serviço também funcionou, então foi uma partida positiva", avaliou. Ele enfrenta às 16 horas desta quinta-feira o norte-americano Sam Querrey, que parece em ótima forma, despachando rapidamente o japonês Kei Nishikori, por 6/2 e 6/3.
Quem está muito satisfeito com sua forma física e técnica é o veterano Tommy Haas. O alemão de 34 anos, arrasou o francês Gilles Simon, cabeça 9, por 6/2 e 6/3. "Se você está em boa fase, acredita no seu jogo e o corpo permite todo esse esforço, então por que não continuar no circuito?", indaga ele, que foi à final de três de seus seis últimos campeonatos. "Sofri algumas contusões, e algumas delas severas, que talvez tenham tirado uns três anos da minha carreira. Então, você pode dizer que ainda estou com 30 anos", brinca.
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