Foi tão bom quanto eu consegui fazer neste torneio. Andy (Murray) foi muito melhor que eu hoje em vários aspectos do jogo. Tive um grande mês. Venci Wimbledon, me tornei novamente o número 1 e cheguei à prata. Não me parece ruim. Honestamente, estou muito, muito orgulho de ter ganhado a prata.Roger Federer, analisando sua campanha na grama no geral.
Tive um torneio muito emocional do começo ao fim. Poderia ter perdido logo na primeira rodada contra (Alejandro) Falla. E também na semi contra (Juan Martin) del Potro. Por isso, acho que eu ganhei a medalha de prata, e não perdi a de ouro. Estou bem feliz.
Rejeitando a pergunta sobre a derrota e a perda da medalha de ouro
Cheguei a ter lágrimas nos meus olhos depois de vencer a primeira rodada. Quase quebrei (emocionalmente) ali mesmo. Isso mostra o quanto as Olimpíadas significaram para mim. Percebi que estive bem perto de perder. E, sem dúvida, senti a mesma coisa depois da semi. Acho que tudo isso me afetou na parte emocional e me tirou um pouco da potência hoje, de certa forma me impedindo de jogar meu melhor.
Sobre o resultado pouco habitual da decisão contra Andy Murray
Ele é um grande jogador. Penso que ele jogou muito, muito bem Wimbledon. Fiquei satisfeito ao ver que ele não ficou abalado com a derrota na final. Não seria surpresa se, em jogos melhor de três sets, de repente perder numa terceira rodada. Mas não, ele levou o ouro. É assim que os grandes campeões reagem.
Elogiando o adversário.
Espero chegar até os Jogos do Rio. Já disse antes do torneio aqui que não será impossível isso. Posso até mesmo me aposentar e depois fazer um retorno (sorri). Não é uma obsessão, mas adoraria ganhar a medalha de ouro olímpica em simples. Afinal, já tenho a de duplas.
Sobre os 31 anos que fará na quarta-feira e a chance de jogar as quintas Olimpíadas.