
Londres (Inglaterra) - Segundo maior vencedor na grama do All England Club, com seis conquistas, perdendo apenas para as sete do norte-americano Pete Sampras e do britânico William Renshaw, o suíço Roger Federer comemorou bastante a vaga nas semifiais deste ano. Apesar de todo o seu currículo, ele não atingia a penúltima fase em Wimbledon desde 2009, quando levantou sua última taça.
“É bom voltar a um lugar onde já estive tantas vezes antes”, afirmou o número 3 do mundo após a tranquila vitória sobre Mikhail Youzhny, com parciais de 6/1, 6/2 e 6/2. “Estou muito contente com meu desempenho hoje”, acrescentou o atleta da Basileia, que ampliou sua invencibilidade contra o russo, agora de 14 partidas, tornando-o seu maior freguês.
Mesmo sendo o único atleta que perdeu tantas vezes para Federer sem uma vitória sequer, o russo ganhou seus elogios. “Youzhny é um grande jogador e normalmente dificulta as coisas para seus adversários. Tive um jogo duro com ele no ano passado”, comentou Federer. Ele também explicou como fica a cabeça antes de enfrentar um oponente que já tenha batido tantas outras vezes.
“Você imagina que ele possa mudar alguma coisa e tenta repetir o que está normalmente faz e dá certo. Se não estiver funcionando, então você faz os ajustes”, falou o suíço. Nas semifinais, ele terá pela frente o atual campeão e número 1 do mundo, o sérvio Novak Djokovic. Os dois já se enfrentaram outras 26 vezes, mas esta será a primeira partida entre os dois sobre a grama.
“Claro que as coisas não mudam tanto assim de um piso para o outro, mas vai ser interessante jogar a primeira na grama”, comentou Federer, prevendo muita dificuldade no confronto que valerá um lugar na decisão. “Tenho jogado bem neste último ano e estou feliz por chegar na semi sem estar cansado, machucado ou qualquer outra coisa”, disse.
O suíço fez também uma breve avaliação sobre o crescimento de rendimento de Djokovic nos últimos anos e apontou como fonte de sua evolução a maior consistência. “Antes, havia partidas que ele não jogava tão bem e torneios nos quais acabava perdendo cedo. Tinha também o problema respiratório, mas ele deixou tudo isso para trás e se tornou um jogador muito competitivo”, comentou Federer.
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