
Londres (Inglaterra) – A maior característica da volta de Maria Sharapova ao topo do tênis foi sua evolução no saibro, único piso em que não tinha resultados expressivos quando jovem. Porém, a número 1 do mundo ainda não acredita que está totalmente adaptada a todos os pisos, mesmo à grama.
“Não posso dizer que domino todas as superfícies. Você nunca pode ficar acomodada com o que já fez. Sempre precisa procurar algo a mais para se motivar. A transição é difícil, mas você pode aprender tanto com o saibro: construção de pontos, movimentação, ralis. Tudo melhora”, comentou Sharapova.
A russa não jogou nenhum torneio entre Roland Garros e Wimbledon. “Quando eu ganhei aqui em 2004, a quadra era bem mais rápida. Era outra história”, lembrou Sharapova. Mesmo assim, o piso está longe do saibro. “Aqui, o que importam são as duas primeiras bolas. Na defesa, você não ganha pontos. Mesmo com a quadra mais lenta, essa característica permanece”.
Sharapova teve duas partidas disputadas contra Tsvetana Pironkova e Su-Wei Hisieh. Nas oitavas, enfrenta Sabine Lisicki. “Você precisa melhorar a cada partida. É meu objetivo nessas duas semanas, ao encarar adversárias mais perigosas. Os dois últimos jogos foram complicados, elas são jogadoras boas na grama. A bola fica baixa, é perigoso”.
“Já a (Hsieh) enfrentei muitas vezes no juvenil. Ela era um pesadelo para mim, porque fazia slice e drop no saibro. Eu me perguntava onde ela havia aprendido a jogar assim, usando as duas mãos, ela fica trocando. Tínhamos jogos duros no juvenil, mas não nos enfrentamos depois”, revelou.
“Se estou com um ritmo forte, ela fica sem tempo para criar, algo de que ela gosta. É o jogo dela, muitas curtinhas e slices para deixar as adversárias loucas”, complementou a russa, que chegou à final no ano passado.
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