
Miami (EUA) - Separados por menos de 3 mil pontos, os três primeiros do ranking da ATP, respectivamente, o sérvio Novak Djokovic, o espanhol, Rafael Nadal e o suíço Roger Federer vão brigar pelo número 1 na grama de Wimbledon. Porém, para que isso aconteça é preciso uma derrota precoce do atual líder da ATP, que defende o título no tradicional evento disputado no All England Club.
Embora tenha faturado o título em Roland Garros, o canhoto de Mallorca ficou um pouco mais longe da ponta, uma vez que Djokovic havia sido apenas semifinalista em 2011 e nesta edição acabou com o vice, somando 420 pontos a mais. Agora, o sérvio soma 12.280 pontos, seguido por Nadal (com 10.060) e por Federer (9.310), diferença que pode ser tirada por seus perseguidores em Wimbledon.
Dos três, Federer é o que menos tem a defender no terceiro Grand Slam da temporada, já que no ano passado sequer passou das quartas de final e por isso é quem mais ameaça a liderança de Djokovic. Para manter-se como número 1 do mundo sem depender de outros resultados, o sérvio precisa ir às semifinais.
A troca do líder na ATP só acontecerá se Djokovic parar nas quartas de final, ou antes, e mesmo assim um de seus dois perseguidores mais próximos teria que sair de Wimbledon com a taça, nada também que não possa ocorrer, uma vez que tanto Federer quanto Nadal sabem o que é vencer na grama londrina, principalmente o suíço, que triunfou lá seis vezes.
O topo do ranking não teve grandes mudanças pós-Roland Garros e apenas um nome diferente aparece no top 10 em relação à última lista, o do norte-americano John Isner, que voltou a figurar entre os 10 primeiros graças à queda do compatriota Mardy Fish, afastado das quadras por problemas de saúde.
Quadrifinalista em Paris, o espanhol Nicolas Almagro também subiu e foi para o 11º posto. Além dele, também ganharam posições na parte de cima do ranking o argentino Juan Monaco (14º) e o francês Richard Gasquet (19º). Já o paulista Thomaz Bellucci segue caindo pela tabela e agora ocupa apenas a 76ª colocação.
Se Bellucci amargou uma queda de 10 colocações em relação ao último ranking, os próximos quatro brasileiros no ranking conseguiram melhorar. Destaque para o paulista Rogério Silva, que subiu oito postos e agora é o 113 do mundo e segundo melhor do país na lista da ATP. Dois lugares atrás, está o também paulista João Souza, que subiu três posições. Completam a lista de atletas nacionais no top 200 os paulistas Ricardo Mello (138º), Thiago Alves (145º) e Julio Silva (158º).
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