
Roma (Itália) – Roger Federer garante que quer jogar por mais alguns anos, mas já tem planos para a aposentadoria. O suíço revelou em Roma ao La Repubblica que gostaria de ser o capitão suíço na Copa Davis e continuar envolvido com o tênis de forma geral. Federer tentará vaga na semi na Itália nesta sexta contra Andreas Seppi.
“Não vou ficar me arrastando, em frangalhos. Quando eu sentir que chegou a hora, vou parar e ser feliz em outra vida, com meus amigos, minha família, minha casa, a fundação para as pessoas carentes na África do Sul. Mas vou tentar ficar no tênis. Gostaria de ser o capitão da Copa Davis, treinar garotos e ajudá-los a decidir certas coisas”, disse Federer.
Mas a possibilidade de parar ainda está longe de seus planos. “Quero jogar mais quatro, talvez cinco anos. Estou bem e espero que meu corpo não me traia”, comentou. Federer também disse que não leu o livro de Andre Agassi, porque não se identificou com a aversão do norte-americano ao tênis.
“Sei que dez, quinze anos de tênis são pesados e você começa a pensar duas vezes quando vai envelhecendo. Entendo a dor da qual ele falava. Mas é preciso se tratar, dormir bem, comer de forma saudável. Eu já chorei bastante em todos esses anos, mas nunca fiquei depressivo ou me senti num buraco”.
No entanto, Federer passou por maus momentos em 2008, quando teve mononucleose. “Não conseguia defender ou atacar, precisava ficar só na linha de fundo. Mas hoje eu me sinto forte, penso positivo. Parece trivial, mas a vida pode ser bem simples”. O suíço diz que as derrotas o ajudaram “a reagir e aceitar que nem sempre você será o melhor”.
Federer é considerado por muitos o melhor da história e reconhece o carinho das pessoas com sua história no tênis. “Tenho orgulho de ter sido o melhor do mundo em alguma coisa. As pessoas me admiram, escutam o que eu falo, observam e julgam o que faço. Com o passar do tempo, você percebe que precisa devolver essas gentilezas. Tecnicamente, gosto de me ver jogar, sentir o jogo. Eu me sinto como uma criança quando acerto os golpes com facilidade, quando a raquete parece uma extensão do meu corpo”.
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