
Londres (Inglaterra) - A ITF decidiu mudar as regras de classificação paras os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Depois do ciclo olímpico de Londres, a entidade irá obrigar os atletas a participarem de pelo menos quatro confrontos da Fed Cup ou da Copa Davis no próximo ciclo, ao passo que atualmente a regra obrigava apenas duas participações nos dois anos anteriores aos Jogos.
Mal foi anunciada a mudança e a russa Maria Sharapova já se pronunciou contra a decisão da ITF. “Estou desapontada”, afirmou a musa siberiana, que acredita que outros jogadores tenham a mesma opinião dela. “Nós conversamos com os membros da ITF, cara a cara, em Miami e parece que eles não escutaram nada do que falamos”, esbravejou.
Do outro lado, a entidade defende sua decisão e a enxerga com outros olhos. “As Olimpíadas se tornaram parte importante do calendário dos tenistas e vencer uma medalha é uma glória próxima a ganhar um título de Grand Slam”, afirmou s porta-voz da ITF, Barbara Travers. “Mas as Olimpíadas não fazem parte do calendário regular e por isso é preciso mais do que apenas o ranking”, acrescentou.
“Para competir nos Jogos Olímpicos, cada atleta deve cumprir suas obrigações com as federações locais. O mecanismo que demonstra que você está disposto a defender o seu país é se mostrar disponível para jogar a Davis ou a Fed. A recompensa por isso é poder disputar as Olimpíadas, que deve ser um prêmio para aqueles de demonstram vontade em defender suas nações”, pontuou Travers.
Ainda existem brechas quanto a jogadores que se colocam à disposição, mas nunca são chamados, a possíveis lesões de longo prazo, as quais podem afastar um atleta por muito tempo das quadras, ou até uma revelação que venha a surgir e não tenha tempo para cumprir com as quatro participações obrigatórias.
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