Miami (EUA) - Depois de uma ausência de 10 meses do circuito profissional, para tartar-se do linfoma de Hodgkin - cancer no sistema linfático -, a russa Alisa Kleybanova está de volta à atividade no Premier de Miami, onde vai estrear contra a sueca Johanna Larsson.
O último torneio disputado por Kleybanova foi em maio de 2011, em Roma. "Estava me sentindo doente, como se fosse gripe ou resfriado, e isso estava acontecendo com muita frequência", ela contou nesta segunda-feira em entrevista coletiva à imprensa. "Estava jogando desse jeito, mas não me sentia bem nos treinos e, em Roma, fiquei realmente doente. Decidi parar e ver o que estava acontecendo de errado."
Kleybanova foi diagnosticada com o linfoma de Hodgkin, tipo de câncer que se origina nas células brancas do sangue, que atuam na defesa do corpo. "Sentia que alguma coisa estava errado, mas ninguém esperava uma coisa assim." Alysa conta que logo se concentrou no combate à doença, procurou os melhores médicos, o melhor lugar para o tratamento e fez de tudo para ajudar na luta pela recuperação." No dia 15 de julho passado, no seu 22º aniversário, anunciou que ia parar de jogar para iniciar o tratamento, encerrado em dezembro. Em fevereiro, estava voltando a bater bola e pouco depois ganhou convite para jogar em Miami.
"Senti muito a falta de competição", disse. "Nunca tinha tido uma parada tão grande. O que mais gosto no tênis são os torneios, os resultados, as vitórias, toda a emoção dos jogos. Provavelmente foi isso que me fez continuar lutando contra todos os problemas que tive. É por isso que estou de volta em pouco tempo e realmente entusiasmada pela estreia aqui. Meu sonho se realizou, estou de volta à quadra."
A russa apontou sua profissão como um grande fator na recuperação. "Sou grata por ser uma atleta profissional", afirmou. "Desde criança acostumei-me à disciplina e ao trabalho duro. E também há muitas coisas que se tem de superar quando se faz isso. A gente tem uma equipe junto, mas não sua família, então, a gente aprende a lidar sozinho com as coisas. E quando um enorme problema surge, a gente está acostumada a isso, apesar deste ter sido completamente diferente. Mentalmente, estava muito motivada para superar isso, o que, claro, me ajudou muito a passar por isso", apontou Kleybanova.
"Faz quase um ano desde que estava no circuito e as coisas provavelmente melhoraram e mudaram, mas estou motivada a dar 100% a cada dia de minha vida e também muito feliz de ter pessoas maravilhosas à minha volta neste momento."
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