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Simon defende Nadal de insinuações de doping
15/02/2012 às 19h56

creditoPor Sheila Vieira

São Paulo (SP) - Cabeça de chave 2 do Brasil Open, Gilles Simon deixou claro que não concorda com as insinuações de doping de Rafael Nadal feitas pelo Canal + francês. Em entrevista ao Tenisbrasil, o número 12 do mundo garantiu que o espanhol é um dos atletas mais respeitados entre os jogadores.

"Acho que eles (da emissora francesa) não precisavam ter feito aquilo, não foi certo. Fico triste pelo Rafa, porque ele é o cara mais legal fora das quadras. Ele é um grande campeão. Ao invés de falar que ele usa produtos, temos que admitir que ele é melhor que a gente", comentou Simon.

Antes do polêmico vídeo do canal francês, Nadal já havia sofrido acusações do ex-profissional Yannick Noah de que tomaria uma "poção mágica". Mas Simon não compartilha da opinião do compatriota. "Não faço parte disso. Rafa é um cara que faz muito pelos jogadores no circuito. É um grande esportista com muitos fãs e ele merece. É injusto dizer que ele faz isso porque está tomando algo".

Simon espera na sua estreia Benoit Paire ou o argentino David Nalbandian. Se o encontro com o argentino acontecer, o francês aguarda dificuldades. "Ele é um ótimo jogador, não está mais no nível de antes, mas ele tem um ótimo tênis e pode ter um bom jogo. Não é mais consistente como antes, até porque antes ele era perfeito o tempo todo. Ele sabe todos os golpes, saque, retorno, tem um backhand excelente, é um jogador completo", elogiou.

Assim como o argentino, Simon já sofreu bastante com lesões na carreira. "Meu corpo é complicado, não posso confiar nele como antes. Se eu estou bem fisicamente, posso bater com força e correr para todos os cantos. É uma parte muito importante do meu jogo. Mas a única coisa que eu torço agora quando estou na quadra é só estar 100%", confessou.

O último torneio de Simon foi em Montpellier, onde ele chegou na semifinal. Segundo o francês, a decisão de não jogar a Copa Davis foi do capitão Guy Forget. " Foi decisão do capitão. Parece que eu não sou bom o suficiente, mas é assim que funciona na Davis. Ele não quis ele eu fizesse parte agora".

Apesar de estar concentrado para o torneio, Simon também pensa no filho de um ano e meio, Timothée. "Tento ficar com eles (filho e esposa) o máximo possível no circuito. Infelizmente, a América do Sul não é perto. Eles virão para Acapulco, Indian Wells e Miami, mas não os tive na Austrália. Tenho que fazer sacrifícios e tentar vê-los o máximo possível".

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