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Guia de cordas - parte II: Tripas sintéticas e naturais
Por Fabrizio Tivolli
04/06/2009 às 14h20
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Na matéria anterior, iniciamos o guia de cordas falando sobre os monofilamentos em co-polímero e poliéster. Hoje, daremos continuidade falando sobre os grupos de cordas mais confortáveis e com maiores diferenças entre si: as tripas naturais e sintéticas.

Com base nas matérias anteriores que cuidavam do assunto, entendemos por que as tripas sintéticas nos proporcionam (entre outras coisas) maior conforto quando comparadas aos monofilamentos. O fato de serem multifilamentos, em grande parte de materiais e tecnologias mais nobres, ofereçe maior absorção da vibração.

Começando com as tripas sintéticas, iremos subdividi-las em tripas sintéticas "econômicas", "custo x benefício", "tops de linha" e "específicas para efeitos".

Tripas sintéticas econômicas: são as cordas que diferem do nylon por, principalmente, possuírem maior quantidade de filamentos, além da presença de materiais um pouco melhores em sua composição, deixando-as mais confortáveis, mas, muitas vezes, menos duráveis quando comparadas com as cordas em nylon. O preço médio das cordas dessa família fica entre R$12,00 e R$ 25,00. Dica: Se você está em dúvida entre colocar em sua raquete uma corda de nylon ou uma de tripa sintética econômica, procure optar pela sintética, pois conforto nunca é demais e o preço, no final das contas, não valerá tanto a pena.

Babolat Synthetic gut,Pro Speed ou Extra speed, Head Synthetic Gut ou Synthetic gut PPS, Wilson Synthetic gut Extreme ou Ultra, Prince Synthetic gut duraflex, Gamma Challenger, Tecnifibre Ti Syngut, Pacific Syntec ou Duratech são bons exemplos deste tipo de corda no mercado. Qualidade, conforto ou durabilidade diferem entre esses modelos, o ideal sempre é testar alguns modelos.

Tripas sintéticas com melhor custo x benefício: são as cordas que se aproximam das cordas top de linha. No geral, oferecem ótimo conforto com a diferença de um preço mais acessível. Possuem quantidade de filamentos intermediária, na maioria dos casos. Obs: colocarei entre parênteses a característica maior de cada modelo para que vocês possam se situar melhor na hora da escolha.

Principais exemplos: Wilson Stamina (durabilidade) ou Sensation (conforto), Babolat Attraction (conforto), Conquest (velocidade), Syntronic Brio (durabilidade) ou Conquest Ti (velocidade/durabilidade), Toalson L.E.O. (eliminar vibração), Pacific Power line (versatilidade) ou Futura TXT (conforto), Prince Multifilament (conforto), Yonex Ti 880 (eliminar vibração), Head Fibergel power (velocidade/eliminar vibração), Tecnifibre Multifeel, etc.

Tripas sintéticas top de linha: como o nome já diz, as cordas pertencentes a este grupo são as que mais se aproximam da tripa natural, sendo assim, as que possuem maior número de filamentos em sua composição e as melhores tecnologias para o tenista obter o máximo de rendimento.

Exemplos: Gamma Live Wire Professional ou XP, Tecnifibre (qualquer uma da linha biphase), Pacific PMX, Wilson Nxt Tour ou Hollow core, Babolat Xcell premium, Prince Recoil, Head Fxp power, etc.

Tripas sintéticas para efeitos: este tipo de corda favorece os mais variados golpes com efeitos, sobretudo o top spin, pois em sua construção elas são feitas de uma maneira que fiquem rugosas e mais ásperas, fazendo com que a bola agarre mais na corda, consequentemente gerando maior efeito.

Exemplos: Babolat Conquest Rough, Head Fibergel spin, Wilson Super spin, Toalson Asterisk, Prince Top spin, etc.

Tripas naturais: é indiscutívelmente a corda mais complexa de ser fabricada do mercado, consequentemente a mais cara, porém de conforto e toque sem igual. Este tipo de corda possui, no geral, a maior quantidade de filamentos em sua composição. No Brasil, atualmente existem mais marcas trazendo este tipo de corda, são elas: Babolat Vs ou Tonic, Gamma Natural, Pacific Natural, etc.

Dentro dos grupos citados acima, obviamente não estão todos os modelos de corda e marcas disponíveis no mercado. Temos de levar em consideração, também, a sua rotatividade e tempo que ficam em linha. Procurei citar as mais consagradas e de qualidade conhecida e comprovada. Como sempre digo, vale a pena fazer alguns testes e sentir na prática as diferenças que uma área tão cheia de peculiaridades como a das cordas pode oferecer!

Na próxima matéria, falaremos sobre as inúmeras novidades do mercado!

Grande abraço

Fabrizio Tivolli foi o encordoador oficial do Brasil Open; atuando também em torneios estaduais e brasileiros. Formado em encordoamento e análise técnica de raquetes por Lucién Nogues na convenção Babolat. É técnico e consultor de equipamentos tenísticos; encordoador e proprietário da Tivolli Sports; de Alphaville. Escrevendo sobre equipamentos também para a Federação Paulista. Encordoador oficial do Australian Open 2017.

fabrizio@tivollisports.com.br
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