Instrução | Infantil
Backhand: aprender é preciso
Por Suzana Silva
12/03/2008 às 14h20
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Neste terceiro artigo da série sobre tênis infantil, apresentamos dicas de jogos simples e divertidos que podem ser realizados entre pais e filhos, ou entre professores e alunos, para estimular o desenvolvimento do backhand.

O backhand (do inglês, significa golpear a bola com as costas da palma da mão dominante voltada para a rede) é o golpe de fundo que defende ou ataca apenas em um terço da quadra. Sim, dois terços são defendidos com o forehand, simplesmente porque este é o golpe que gera mais potência e para o qual o tenista se posiciona mais rapidamente.

Apesar disso, não deixa de ser um golpe importante. Muito pelo contrário: quem não desenvolve o backhand fica muito vulnerável aos ataques adversários. A boa notícia é que ele é muito fácil de ser aprendido e executado!

O backhand pode feito com uma ou duas mãos. As duas formas apresentam vantagens e desvantagens, portanto, o professor deverá observar o que é mais natural para o aprendiz. Há crianças que começam a rebater com duas mãos dos dois lados, mas isso acontece normalmente com aquelas que iniciam o esporte usando raquetes muito compridas ou pesadas para a idade.

O que você precisa saber para ajudar seu filho ou aluno?
5, 6, 7 anos. Primeiramente, vamos esclarecer alguns termos técnicos. Em relação à lateralidade, as pessoas podem ser:
1. Destras: dominância lateral direita
2. Canhotas: dominância lateral esquerda
3. Dominância lateral mista: usam as duas mãos (25% da população), podendo ser:
a) ambidestras: usam as duas mãos, indistintamente, para a mesma atividade; por exemplo quando cansam de escrever com uma mão, usam a outra (aqui vale também para os pés, quando por exemplo vemos pessoas que chutam bem dos dois lados);
b) ambilateralizadas: mudam a preferência manual conforme a atividade (como por exemplo, eu, que jogo tênis com a esquerda, voleibol com a direita, escrevo com a mão esquerda, chuto com a perna direita, e por aí vai).

Considera-se que a preferência manual esteja bem estabelecida geralmente perto dos três anos de idade. Entretanto, até os seis ou oito anos o estabelecimento dessa dominância pode sofrer flutuações, principalmente nos casos de uso da mão esquerda, o que requer certa prudência na definição de lateralidade nos casos de dominância ambígua.
Para estimular a definição da lateralidade e ajudar seu filho a empunhar a raquete corretamente, experimente estes dois jogos:

Goleiro maravilha: faça um gol com dois cones ou tubinhos de bola. Uma criança será a goleira. Comece rolando bolas no chão em direção ao gol, dos dois lados, para ela defender com a raquete como se fosse um taco. Alternar posições de goleiros e atacantes entre todos os participantes do jogo.
FACILITANDO: faça o gol pequeno; role a bola lentamente.
DIFICULTANDO: aumente o tamanho do gol; role a bola com velocidade; alterne as direções inclusive com contrapés.
DICA: este jogo pega fogo quando feito em equipes!

Quica-bate: a criança deve rebater a bola para cima com uma face da raquete, deixá-la quicar no chão e rebater para cima com a outra face da raquete. Vence quem conseguir fazer mais vezes sem errar.
FACILITANDO: deixe que a criança segure a raquete com as duas mãos e deixe a bola quicar quantas vezes quiser antes de rebater.
DIFICULTANDO: a criança deve segurar a raquete com uma mão e deixar a bola quicar apenas uma vez entre cada rebatida.
DICA: Quando dominar, pode rebater duas vezes para cima, uma para frente por cima da rede, e jogar um ponto no quadradinho. Faça poucas correções, a não ser que você verifique que os punhos estão muito desalinhados com relação ao antebraço da criança.

8, 9, 10 anos:
Se o seu filho já brincou anteriormente de tênis, nesta fase vai conseguir combinar deslocamentos com as rebatidas. Experimente o jogo de pega e rebate: deixe a raquete de seu filho no chão, com o cabo perto da linha central e a cabeça apontando a parede lateral da quadra, do lado não dominante. Quando você falar "já!", a criança corre, pega a raquete do chão e rebate uma bola que você lançou com a mão por cima da rede. A empunhadura do backhand vai aparecer naturalmente!
FACILITANDO: abaixar a altura da rede e lançar a bola mais próxima da criança.
DIFICULTANDO: lançar a bola cada vez mais longe da criança.
DICA: vocês podem contar pontos cada vez que a criança consegue rebater a bola por cima da rede ou, à partir da primeira rebatida bem sucedida, disputar um ponto no quadradinho.

10, 11, 12 anos: a criança já deve conseguir se deslocar melhor e controlar direção, profundidade e, se já for craque, até os efeitos topspin e slice. Use o jogo dos quadrantes: divida a quadra em quatro quadrantes (use tampinhas de tubos de bolas para dividir o fundo da quadra também em duas metades). Para começar o ponto, a criança deverá mandar duas esquerdas seguidas em quadrantes diferentes. Jogue um game com revanche.
FACILITANDO: se ela for pequena, divida os quadrados do saque ao meio com as tampinhas, e faça o jogo de pertinho.
DIFICULTANDO: se a criança for experiente, além de rebater para quadrantes distintos, deverá também usar efeitos diferentes nas duas primeiras bolas.
DICA: inicie o aprendizado pelo efeito topspin. O slice aparece com o aprendizado dos voleios, e é um efeito importante que até os 12 anos de idade deve ser dominado.

13 anos em diante: o que se vê muito no circuito infanto-juvenil são jovens com dificuldade em rebater bolas que vêm altas no backhand. É importante variar os treinos! Experimente o jogo corta-balão: solte a primeira bola bem alta na esquerda e o ponto só começa quando o jovem rebater a bola na subida.
FACILITANDO: ele tem duas chances para acertar a primeira bola em quadra. DIFICULTANDO: se errar a primeira, já perde o ponto.
DICA: para desafiar ainda mais, peça ao jovem que rebata o balão na esquerda sem deixar a bola quicar com swing volley ou voleio normal, e siga o ponto.

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