A volta por cima de Sharapova
Por Chiquinho Leite Moreira
agosto 29, 2017 às 6:26 pm

IMG_3734Não poderia ser mesmo diferente. A volta de Maria Sharapova aos torneios do Grand Slam foi em grande estilo. Recorde de público, muita emoção, brilho e elegância. Para a noite de gala, a tenista russa vestiu um ‘pretinho nada básico’. O modelo foi recriado pelo designer italiano Riccardo Tisci e inspirado em Audrey Hepburns no filme ‘Breakfast at Tiffany’s, aliás um dos preferidos da tenista.

Todo esse cenário revelou uma atmosfera eletrizante, uma das mais marcantes características da sessão noturna do US Open. Em 2h44 de partida, Sharapova desfilou seu estilo. Usou e abusou dos winners e proporcionou novas emoções com os 64 erros não forçados. A russa não tem plano B. Ela vai para a linha e seja lá o que Deus quiser. Não se pode dizer que não tenha coragem.

Este estilo faz parte de seu instinto matador. Ainda este ano, em um de seus poucos jogos após a suspensão, seu treinador entrou em quadra e pediu encarecidamente a sua pupila : “não vá para as linhas”. Enquanto ela ouviu a orientação ganhou seis pontos seguidos. Mas logo deixou cair no esquecimento e voltou para os winners e erros não forçados.

Como sempre respeito todas as opiniões. Mas sem entrar no mérito se merecia ou não o wild card concedido pela USTA, não tenho dúvidas de que Maria Sharapova é importante para o tênis. Algumas de suas colegas a evitam no vestiário, mas a russa já está acostuma a isso. Desde que foi, ainda criança, para a academia de Nick Bolettieri conviveu com atos desse tipo e com a força de uma campeã superou a tudo e a todos.

20 ANOS DO MAIOR DO MUNDO – Um twitter da Diana Gabanyi remeteu-me a boas lembranças. Aliás fiquei até um pouco surpreso – talvez assustado – ao me dar conta que já se passaram 20 anos da inauguração do maior palco do tênis mundial, o estádio Arthur Ashe.

Lembro que Gustavo Guga Kuerten foi o primeiro tenista a treinar no então novo estádio. Inesquecível a imagem de quando entramos no vestiário, o campeão de Roland Garros daquele ano vislumbrou um lindo armário reservado a ele. Seus olhos brilharam quando viu a plaquinha com seu nome, no vestiário novinho em folha.

Na época andava atrás do Guga. Desde que havia vencido em Paris não o abandonava em nenhum torneio, com exceção do ATP de Bologna, na semana seguinte a Roland Garros, pois tive de voltar ao Brasil por alguns dias. Fomos para Nottingham, Wimbledon, Gstaad, Kitzbuehel, Stuttgart, Montreal, Cincinnati, até cairmos no simpático ATP de Long Island.

Esse percurso vale até um parêntese. Certa vez contei em entrevista ao Alexandre Cossenza que por um período deixei de cobrir propriamente o tênis para seguir o Guga. Era imperativo. A editoria do Estadão queria tudo sobre o campeão de Roland Garros, na rádio Transamérica tênis era sinônimo de Guga. Lembro até que em 1997 em Roland Garros, o espaço destinado para a campeã do feminino Iva Majoli foi de umas dez linhas no máximo. Isso causou certo desconforto no meio do tênis brasileiro. Só que aprendi com alguns dos excelentes editores que tive no jornalismo é que somos vendedores de notícias. Temos de entregar o que o público quer comprar. Não se trata, porém, de falta de reconhecimento ao trabalho e as conquistas de outros.

De volta a Long Island, Guga e Larri Passos – por que não também eu? – estávamos naquela fase de adaptação aos novos tempos. O catarinense sempre gostou das coisas simples e foi hospedar-se em uma casa de família. Assim que chegamos ao aeroporto John Kennedy, o pessoal de Long Island estava nos esperando e seguimos de carro até nossos destinos. Aliás, agradeço a carona he he he. No trajeto até a casa onde Guga e Larri ficariam – depois me levaram a um hotel – perguntei o nome do cara que estava dirigindo. O engraçadinho do tenista falou ao meu ouvido: Jeff… Jeff.

Nos dias em que se seguiram em Long Island convivemos bastante com Jeff, que, na realidade, se chamava Robert. Guga estava zoando comigo. E o resultado é que naquele ano e por muitos outros, sempre em que me encontrava este pessoal – incluindo uma senhora miss May – todos seguiram zoando me chamando de Jeff… Jeff, com aquele conhecido sorriso irônico.

Mesmo neste clima descontraído, Larri Passos não deixava de lado a seriedade ao trabalho. O torneio de Long Island era jogado num condomínio conhecido por Hamptoms. Muito próximo a Flushing Meadows. Foi aí que o treinador teve a ideia de aproveitar um dia sem jogos para ir treinar no novo estádio do US Open. Avisou o pessoal da USTA e lá fomos nos. Embora estivesse vazio, com apenas alguns operários nos retoques finais, a experiência foi importante para relaxar o campeão de Roland Garros, que em poucos dias estaria jogando no maior palco do tênis, que comemorou os 20 anos de existência com uma linda festa e show de Shania Twain.

 

Nada ameaça o brilho do US Open
Por Chiquinho Leite Moreira
agosto 26, 2017 às 4:54 pm

O US Open é o mais divertido e popular dos torneios do Grand Slams. Nada parece ser capaz de ameaçar o seu brilho. Nem mesmo, ausências marcantes como Novak Djokovic, ou do campeão do ano passado, Stan Wawrinka. Os americanos sabem promover um evento, dar um tom festivo, organizado e envolvente.

O clima em Flushing Meadows é dos mais eletrizantes. Sob o sol do verão novaiorquino, a atmosfera é descontraída. Nada do charme dos ‘panamás’ de Roland Garros, ou os elegantes ternos e vestidos de Wimbledon. Bermudão e cachorro quente na mão.

Flushing Meadwos fica num bairro popular: em Queens. Apesar de um histórico antigo, hoje em dia, não é necessário preocupar-se excessivamente com as questões de segurança. Aliás, dá até para sair da sessão noturna, p’ra lá de meia noite, e pegar o metro no Shea Stadiun com destino a Manhattan.

A característica de popularidade do US Open abre a perspectiva de diversão para todos. É claro que um bom lugar na Arthur Ashe, na sessão noturna, é um sonho de consumo. Mas um ingresso ground também abre a possibilidade de muitas emoções. Especialmente na primeira semana, as chamadas quadras secundárias proporcionam grandes espetáculos, não só no aspecto técnico de bons tenistas, como de um clima agradável nas arquibancadas.

Este ano, o quarto e último Slam da temporada leva para a quadra um ingrediente a mais de emoção. Tanto na chave masculina, como na feminina existe uma acirrada disputa pela liderança do ranking. Entre os homens estão na luta Rafael Nadal, Andy Murray e Roger Federer. O mais legal é que não há necessidade de combinações de resultados. Qualquer um destes três que for campeão sairá de Nova York no topo da lista de classificação da ATP. No feminino, olha só, oito jogadoras têm possibilidade de liderar a tabela da WTA.

Um fato curioso, e que juro por Deus sempre vou dar uma conferida no head to head dos dois jogadores para checar se é verdade, trata-se do fato de Federer e Nadal jamais terem se enfrentado no US Open. Por isso, acredito que este ano o ingresso das semifinais masculina pode valer até mais do que o da decisão do título.

Mas até lá há muita coisa para acontecer. E não se pode dizer que as primeiras rodadas não serão atraentes. Mesmo porque logo na estreia Simona Halep desafia Maria Sharapova, em duelo que já valeu título de Grand Slam. Aliás, gostei da decisão da USTA que ”deu de ombros” para os torneios que se recusaram a conceder wild card à russa e colocou mais lenha na fogueira.

É isso aí… o tênis promete mesmo pegar fogo, a partir desta segunda feira com o início do excitante US Open…

 

 

 

Federer dá prioridade ao US Open
Por Chiquinho Leite Moreira
agosto 14, 2017 às 5:00 pm

IMG_3702Entre brigar pela liderança do ranking e estar bem preparado para o US Open, Roger Federer decidiu dar prioridade à disputa do título do quarto e último Grand Slam do ano. Esta semana, o tenista suíço estava na chave do Master de Cincinnati e brigaria com Rafael Nadal pela liderança do ranking. Com essa decisão de não jogar, o espanhol volta a ser número um do mundo, depois de ocupar este lugar pela última vez em 23 de junho de 2014.

A decisão de Federer foi inteligente. Afinal, neste último domingo perdeu a final do Master do Canadá para Alexander Zverev, em jogo que esteve dolorosamente lento em alguns momentos da partida. Agora, já não há dúvidas de que sentiu problemas físicos e precisa se poupar para ter esperanças de chegar 100% a Nova York.

Respeito diversas opiniões, mas entre ser número um do mundo e conquistar um título de Slam, acho a segunda hipótese mais legal. Não vejo um líder do ranking, sem pelo menos um troféu dos quatro majors. Todas as conquistas são importantes, mas me sinto ao lado de Federer em dar prioridade ao US Open.

 

 

Federer pode colocar em risco o US Open
Por Chiquinho Leite Moreira
agosto 14, 2017 às 3:14 pm

A dolorosa e lenta movimentação de Roger Federer em alguns momentos da final do Masters do Canadá diante de Alexander Zverev, sugere que o tenista suíço está enfrentando problemas físicos. Mas ele próprio informou há poucas horas ao departamento de comunicações da ATP que sentiu dores e dores no meio das costas. E que considera isso normal para jogos nas quadras duras. Mesmo ainda não tendo definido, até este momento (segunda feira pela manhã) sua participação em Cincy, a mídia internacional considera que o campeão do Aberto da Austrália e de Wimbledon possa estar colocando em risco a busca do título do US Open.

O Aberto dos Estados Unidos começa em apenas duas semanas. E há de se considerar que Roger Federer, por suas declarações, coloca como prioridade ganhar Slams à retomar a liderança do ranking mundial.

Aliás, se o suíço confirmar sua participação em Cincinnati poderia sim reassumir a liderança do ranking da ATP. Só que as maiores chances são para Rafael Nadal, que está com pequena vantagem de pontos sobre Roger Federer. E considerando que Andy Murray não joga nesta semana, o espanhol pode voltar a número um, mesmo sem boa campanha neste preparatório para o US Open.

A chave de Cincinnati coloca Federer diante do vencedor de Diego Schwartzman e Karen Khachanov, enquanto a estreia de Nadal será com o ganhador de Richard Gasquet ou o australiano John-Patrick Smith. Enfim, o que pode valer mais: a liderança do ranking ou o título do US Open?

 

 

Encontro marcado
Por Chiquinho Leite Moreira
agosto 8, 2017 às 7:38 pm

Acreditem se quiser…. Roger Federer e Rafael Nadal já se enfrentaram por 37 vezes, com 23 vitórias para o espanhol e 14 para o suíço. Mas um fato curioso chama a atenção. Estes dois jogadores, que cultivam uma espetacular rivalidade, jamais se encontraram no US Open, o festivo Aberto dos Estado Unidos, em que estamos prestes a presenciar com grande ansiedade,

Os dois tenistas esta semana estão no Master do Canadá. O torneio leva o nome de Roger Cup, mas em nada influenciou na decisão de Federer em participar da competição. Aliás, ela é p’ra lá de importante para Nadal, que pode reassumir a liderança do ranking mundial.

No atual cenário do tênis masculino, com Novak Djokovic fora de combate, Andy Murray ainda sem destino, Stan Wawrinka com destino certo, Federer e Nadal caminham para um esperado e interessante encontro marcado no US Open. Seguindo as atuais expectativas Nadal e Federer podem sair como cabeças de chave número um e dois. Tudo levando a uma espetacular final em Nova York.

Alguns detalhes devem ser levados em consideração. Nadal vence com ampla margem o retrospecto: 23 vitórias é um número p’ra lá de eloquente.Só que nos últimos encontros o espanhol tem levado a pior.Isso como poderia sugerir o romance de Fernando Sabino, obra genial escrita em 1956 pelo contista mineiro poderia nos levar a um drama existencial. Porém, o espanhol tratou logo de buscar uma saída, uma resposta a sua galinha de estimação que virou almoço de domingo. E nestes tempos de verão na Europa chamou Grigor Dimitrov, o Baby Federer, para treinar a seu lado em Maiorca. Será que não  pediu ao búlgaro para jogar exatamente como suíço nos dias de hoje? Se for assim, Nadal revela mais uma bela jogada para superar seu maior rival e reencontrar-se com as vitórias, mesmo nas quadras rápidas do circuito norte-americano.

Só que jamais deve-se esquecer de que o aniversariante Roger Federer é dono de geniais conquistas e jogadas. Um tenista para fazer história e encher os olhos de quem ama o tênis. E quem ganha com isso, sem dúvida, são os amantes do tênis…

Rolando Garra forma campeões da vida
Por Chiquinho Leite Moreira
julho 24, 2017 às 4:34 pm

Tudo começou com um grupo de empresários amantes do ténis com objetivo de usar o esporte como ferramenta de integração social. Tirar das ruas e usar as quadras como o caminho para um futuro melhor. Mas como fazer isso? O projeto começou  a se concretizar com a participação do ex-profissional de tênis Luís Carlos Enck, o conhecido Biba. Ele também tinha em mente abrir oportunidades através do esporte e emprestou seus conhecimentos para ensinar os mais carentes. A sua experiência nos circuitos da ATP e WTA foi importante para dar início ao sonho destes empresários. E tudo isso deu origem ao que é hoje a Fundação Tênis, um programa grandioso, não só nos números, mas, especialmente, nas ideias e abrangência.

Semana passada tive a emocionante oportunidade de conhecer o torneio Rolando Garra. É uma competição ao estilo dos grandes ideais. Reúne os vários núcleos da Fundação Tênis no Brasil, com força para a região de Porto Alegre, também com ações em São Paulo e até mesmo no Uruguai.

O programa realiza sonhos, transforma vidas. São cerca de 900 crianças e adolescentes que participam de uma competição em quadras improvisadas, ou mesmo de tênis, com o propósito de conhecer e obedecer os princípios Olímpicos. Todos jogam com respeito, amizade e excelência. Não há juízes e as questões são resolvidas entre os jogadores com serenidade e honestidade. Lembra muito o criador das Olimpíadas modernas, o barão Pierre de Coubertin, que dizia “o importante é competir”.

Aliás, o torneio Rolando Garra serve também de cenário para os prêmios de excelência. Todos os anos atletas olímpicos são convidados para entregar o troféu Pierre de Coubertin. E nesta edição a participação foi do campeão de vôlei Gustavo Endres. Ele também se contagiou com o programa e dedicou toda atenção a este dia tão especial na vida de tanta gente. É que envolve muito mais do tênis, simplesmente. Traz o social, o educacional e, é claro, o esportivo.

Como diz o diretor presidente da Fundação Tênis, Paulo Roberto Leke, trata-se de um resgate social de crianças em situação de risco. Mesmo em tempos difíceis ele tem planos de crescer em mais 100 o alcance do programa.

A Fundação conta com grandes empresas mantenedoras. E o mais legal que dá para perceber que não se trata apenas de um apoio financeiro. Senão Klaus Gerdau Johannpeter não estaria pessoalmente participando do evento. Isso mostra que há um cuidado especial com a excelência do programa.

Apesar de ter o tênis como personagem principal, o programa não tem como objetivo principal o de descobrir talentos. Mas sim dar oportunidades. E funciona com tanta eficiência e solidariedade que alguns dos participantes recebem na adolescência apoio para o estudo universitário e voltam ao programa na condição de instrutores, coordenadores. Buscam devolver um pouco tudo que ganharam.

O fato de a Fundação Tênis existir há muitos anos e o torneio Rolando Garra já estar na sua 10a.edição e não ter revelado grandes nomes para o tênis brasileiro leva Luís Carlos Enck a se sentir de certa forma cobrado, embora esse não seja o objetivo.  Mas Biba sinta-se tranquilo, pois o Rolando Garra revela sim campeões… são campeões da vida.

 

RF: um privilégio ser contemporâneo
Por Chiquinho Leite Moreira
julho 16, 2017 às 5:12 pm

Imagino como tenha sido incrível ser contemporâneo do gênio da música Wolfgang Amadeus Mozart. Não tenho dúvidas de que para os amantes do tênis é um privilégio estar diante do gênio da raquete Roger Federer. Independente de preferências, torcida é momento de reconhecer de que estamos diante de um dos maiores da história, se não for o maior de todos os tempos.

O estilo impecável de Roger Federer em quadra é compartilhado em todas suas ações. Revelou seu lado humano ao chorar de emoção após mais uma conquista. A presença da família revela toda importância do bem estar com a vida.

O seu comportamento também nos enche de emoção. No discurso da cerimônia de entrega dos troféus antes de celebrar a histórica conquista fez sincera menção a Marin Cilic, enfatizando sua heroica participação na final, em respeito a todos.

A elegância de Roger Federer está refletida em diversas cenas e situações. Vou abrir um parêntese: aprendi nos tempos de Estadão, sob a chefia do excelente editor Fran Augusti (que neste domingo comemora mais um aniversário) de que se “está em dúvida não escreva”.  E confesso de que pensei até em ligar para o Zé Nilton para saber se deveria ou não incluir-me neste post. Mas, enfim, aconteceu e está registrado o episódio.

No torneio Gilette, disputado no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, Roger Federer não tinha o compromisso, mas se dispôs a participar ao vivo do programa Ace Bandsports. Ficou o tempo necessário, sem demonstrar qualquer desinteresse ou apressar as coisas. Esteve fantástico para delírio da apresentadora Renatinha Saporito.

Já tinha vivido uma experiência inesquecível com o gentil tenista suíço. Em certo ano no torneio de Indian Wells, Federer perdeu para Gustavo Kuerten. E com a grande diferença de fuso horário deu tempo neste dia para bater uma bolinha. Convidei o amigo francês George Homsi. Como ele estava sem raquete ele disse que iria ver com um tenista que tivesse perdido o jogo naquele dia para pedir uma emprestada. Quando chegou em quadra perguntei de quem era a raquete. Respondeu: do Roger Federer e ainda acrescentou, não sei se por ironia ou verdade, de que ainda tinha um recado: como iria enfrentar um brasileiro queria que George se vingasse do resultado do torneio.

Peço desculpas de num texto para falar de Roger Federer tenha me incluído tanto. Mas julguei, com dificuldades, de que estes episódios revelem um pouco mais do que é este gênio da raquete.

SONHO REALIZADO  – Além de mais um título de Federer este torneio de Wimbledon realiza outros sonhos. Um deles é a memorável conquista de Marcelo Melo. O mineiro leva o sabor do pão de queijo para a mais tradicional competição do tênis. Sem contar ainda que nesta segunda feita teremos um brasileiro no topo do ranking.

O sonho também se concretizou para Garbine Muguruza. Conquista seu segundo Grand Slam  numa verdadeira ‘remontada’. Afinal, desde a decisão de Roland Garros do ano passado, a espanhola jamais havia chegado a uma final de torneio. E agora celebra o regresso em grande estilo.

 

Federer segue implacável em Wimbledon
Por Chiquinho Leite Moreira
julho 14, 2017 às 7:22 pm

Apesar de todas as dificuldades no jogo com Tomas Berdych, Roger Federer conseguiu manter o favoritismo e segue implacável em Wimbledon. Chega a final sem ter cedido um set sequer na competição e pode premiar esta espetacular campanha com o 8.o título no All England Club.

Não há dúvidas de que Federer é o favorito. As famosas casas de apostas de Londres confirmam este fato, como a William Hill pagando 1/5 para o caso de vitória do suíço. Essa proporção tende a ganhar ainda maior dimensão.

Todo esse clima celebra um momento mágico da carreira de Roger Federer. Do alto de seus 35 anos, ele retornou ao circuito no início da temporada com o título do Aberto da Austrália. Optou por não jogar em Roland Garros e agora está prestes a conquistar o 19.o  troféu de Grand Slam.

Mas a pergunta que fica é: será que Marin Cilic pode se transformar em vilão? Pode ele acabar com as expectativas da torcida de todo mundo? Difícil, mas não impossível. Afinal, se existe um jogador que pode ameaçar a vitória de Roger Federer neste torneio, este parece ser mesmo o croata.

Os dois já se enfrentaram por sete vezes. Federer leva uma nítida vantagem de 6 a 1. A única derrota que sofreu foi no US Open de 2014, justamente no título de Cilic, em Nova York. Mas há um jogo de Wimbledon de 2016, que só foi decidido no 5.o set.

O duelo promete ser emocionante. E embora Roger Federer tenha declarado após o jogo que ‘vê vida após o tênis’, o desejo seria de “vida longa ao rei do tênis”.

RF segue como estrela solitária
Por Chiquinho Leite Moreira
julho 12, 2017 às 9:02 pm

Sem Andy Murray, Novak Djokovic, Rafael Nadal e até mesmo Stan Wawrinka coloca Roger Federer como uma estrela solitária nas semifinais do Torneio de Wimbledon. Será uma decisão diferente, com novos nomes nesta fase da competição, mas não menos perigosos e capazes de levantar o troféu de campeão no All England Club.

As surpresas estão voando alto pelo subúrbio do SW-19. Mas duro ver que favoritos como Murray e Djokovic sucumbiram por problemas físicos. O britânico ainda conseguiu se manter em quadra. Só que longe de exibir sua conhecida movimentação, chegou a perder nove games seguidos. Como Sam Querrey não tem nada a ver com isso, o americano cumpriu seu papel. Impôs o seu jogo agressivo e pela primeira vez na carreira vai a uma semifinal de Grand Slam; Faz agora um duelo de ‘big guns’ diante de Marin Cilic. Este sim deve estar num ponto de destaque entre os possíveis campeões do torneio. Fez uma quartas de final com excelência diante de Gilles Muller. Viu sua vitória ameaçada, mas apresentou recursos de um vencedor de Slam para garantir vaga nas semis.

No caminho para o seu 19. troféu de Slam, Roger Federer brilhou mais uma vez. Teve a capacidade de fazer parecer as coisas fáceis diante de Milos Raonic. Chega as semifinais com pouco desgaste físico, sem ter cedido um set sequer e vai encontrar outro bom sacador. Tomas Berdych será seu adversário, com a missão de impedir o 8. troféu de Wimbledon do suíço.

Enquanto Djokovic deixe em aberto seu futuro próximo. Embora Federer tenha declarado que espera ver ele e Murray recuperados para a temporada norte-americana de quadras rápidas, o sérvio não se mostrou muito otimista.

Começa um novo torneio com as 4as em Wimbledon
Por Chiquinho Leite Moreira
julho 11, 2017 às 4:21 pm

Sem Rafael Nadal, eliminado em dramática partida com Gilles Muller, praticamente um novo torneio começa agora em Wimbledon, com as quartas de final do masculino. Será que ainda pode-se dizer que existem fortes favoritos? Os jogos tendem a ser mais disputados, com resultados imprevisíveis.

Andy Murray defende título e liderança diante de Sam Querrey. O tenista norte-americano certa vez pensou em abandonar a carreira e pular para o golfe. Por sorte manteve-se ao lado da bolinha amarela. E na grama do All England Club promete ser um adversário perigoso para o campeão do ano passado.

Roger Federer chega pela 50a vez às quartas de final de Slam. Supera a marca de 41 de Jimmy Connors, 38 de Noval Djokovic, 36 de Andre Agassi e 34 de Ivan Lendl. Na última rodada deu mais uma ‘masterclass’. Já diante de Milos Raonic deve enfrentar problemas para devolver o saque do canadense. Mas, em se falando do suíço, ele provavelmente irá encontrar geniais alternativas para neutralizar o canhão adversário.

Com dificuldades, mas superando bem todos os obstáculos, Novak Djokovic alcançou as quartas de final, com mais uma vitória sem ceder set. Seu próximo desafio será com Tomas Berdych. O tenista tcheco tem bom histórico nos Slams, mas costuma parar antes do segundo final de semana da competição.

Os ‘big guns’ Gilles Muller e Marin Cilic tem encontro marcado nestas quartas de final. Li vários twitters de colegas em Londres mencionando o potencial de Muller e que seria merecedor de um troféu de Grand Slam. Mas um forte candidato estará a sua frente. Cilic já venceu um e da maneira como vem jogando pode ganhar a outro.