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Devagar com o andor
Por Chiquinho Leite Moreira
agosto 13, 2018 às 5:29 pm

A nova geração do tênis é, sem dúvida, muito bem vinda. Dotados de grande talento e enorme potencial, estes jogadores prometem dar uma nova cor ao circuito profissional. Mas, como dizia minha avó “vamos devagar que o Santo é de barro”. Por isso, embora reconheça que tenha torcido para um terceiro set e novos ares, a derrota de Stefano Tsitsipas pode ter sido boa para este grupo chamado de ‘Next Gen’.

Sempre acreditei que ao chegar a final, as chances de qualquer jogador ganhar o título são boas. Neste caso, um amigo na véspera comentou que Nadal passaria por cima de Tsitsipas. Não gosto muito de entrar no mérito das opiniões dos torcedores, ainda mais quando não estou trabalhando, e costumo responder de forma simpática, mas sem dizer nada: “O jogo é jogado e o lambari é pescado”.

A verdade dos fatos, porém, coloca outras perspectivas nesta situação de uma finalíssima contando com um lado levando grande favoritismo. Sempre lembro de um episódio em Roland Garros, que aconteceu há uns bons anos. Na final feminina, Arantxa Sanches desafiaria a super campeã Steffi Graf. Na época convivia muito com vários jornalistas espanhóis, dividíamos hotéis, mesas de jantares e discussões acaloradas sobre futebol. Em momentos que antecediam a decisão feminina em Paris dava para sentir o tom de preocupação de todos. Alguns confessaram estarem como medo de um vexame, ou seja, o de Arantxa terminar o jogo de bicicleta. Mas, de repente, a espanholinha conseguiu o improvável e celebrou o seu primeiro troféu de Grand Slam.

Vivíamos um período de talentos precoces. Michael Chang, com apenas 17 anos, foi campeão de Roland Garros. Monica Seles imperava muito jovem. Boris Becker e Mats Wilander também impressionavam pela precocidade.

Recentemente tivemos uma situação diferente. Caroline Wozniacki e Simona Halep ocuparam a liderança do ranking da WTA, mas não tinham troféus de Grand Slam. Rainhas sem coroas, na minha opinião. Só que o tempo e a experiência as levou enfim as conquistas de seus primeiros títulos de majors.

Para o chamado grupo do Next Gen existe também a possibilidade de qualquer um deles conquistar um troféu de Slam. Só não sei se será ao estilo de Arantxa Sanchez e Michael Chang ou como Wozniack e Halep.

 

 

 


Comentários
  1. Marcos RJ

    O titulo do post me fez lembrar do Andy Murray, mas com uma pequena adaptacao: “Devagar com o andador”. O Escoces trabalhou duro na tentativa de voltar a jogar em alto nivel, mas quadril sempre foi uma contusao serissima. Esta parecendo que a contusao vai acabar lhe abreviando a carreira – assim como foi como nosso querido Guga – o que eh uma grande pena. Mas ambos serao sempre lembrados como dois monstros sagrados desse esporte.

    Responder
  2. Renato Schachter

    Chiquinho o que vc acha do Alex De Minaur ??? Me parece que veio pra ficar e vejo muita vontade nesse garoto de ser campeão !!! Algo me diz que vai longe .

    Responder
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