Brasil Open: Capital do tênis
Por Chiquinho Leite Moreira
março 1, 2018 às 5:27 pm

O Brasil Open é o mais tradicional torneio do País. Entre momentos reunindo grandes estrelas e outros com maiores dificuldades, a competição mantém viva a alma do tênis. É uma oportunidade para os amantes deste esporte curtirem a modalidade no elevado nível de um ATP. Os mais exigentes podem não dar valor a isso, mas seguir com um torneio destes é fruto de muita luta e paixão pelo tênis.

Para os mais esquecidos, o Brasil Open nasceu gigante. Em 2001, na Costa do Sauípe, no lindo litoral baiano, desfilaram por suas quadras astros do tênis, com detalhe de também contar com uma chave feminina, em evento que teve como campeã Monica Seles. No masculino, Gustavo Kuerten caiu na primeira rodada para Flávio Saretta que foi até às quartas. Fernando Meligeni chegou a final e perdeu para o tcheco Jan Vasek.

Sob a benção dos Orixás, o Brasil Open viu o nascimento de um dos maiores fenômenos do tênis. Rafael Nadal, ainda no começo de sua carreira, com cara de menino, levantou o troféu de campeão em 2005. Ele voltaria a conquistar este torneio em 2013, mas já em São Paulo, no Ginásio do Ibirapuera.

As boas histórias do Brasil Open não param por aí. Em 2002, numa emocionante final, Guga Kuerten conquistou o primeiro de seus dois títulos da competição. Venceu na final o argentino Guillermo Coria, com grande influência da torcida na Costa do Sauípe. O tricampeão de Roland Garros viria a comemorar outro troféu, em 2004, em evento que marcou a nova data e a troca de piso. Na decisão, o brasileiro teve outro argentino pela frente, Agustin Calleri.

A quadra central da Costa do Sauípe também foi palco de um dos momentos mais emocionantes do tênis brasileiro. A despedida de Guga Kuerten comoveu a todos, num marcante episódio em que o ex-número um do mundo confessou que gostaria sim de seguir nas quadras, mas estava impossibilitado pelas limitações físicas.

Além da troca de piso, do sintético para o saibro, o Brasil Open também mudou de sede. Em 2012 veio para São Paulo, no Ginásio do Ibirapuera. E no ano seguinte contou com o maior público de todos os tempos na competição, com mais de 50 mil pessoas cruzando as bilheterias durante a semana, que culminou com título de Rafael Nadal.

Por dois anos, o torneio foi para o Esporte Clube Pinheiros, mas agora volta ao Ibirapuera, consolidando o ginásio como a capital do tênis do País.

 


Comentários
  1. Alexandre Ramos

    Estive ontem nas semis e achei que apesar de caber menos gente no Pinheiros, o torneio lá fica mto mais organizado e charmoso. (Pq nao fazer no Jockey de SP tb como o Rio open?). A unica vantagem do Ginasio do Ibira é a capacidade que pelo menos ontem nas semis nao lotou :( Uma pena. Curioso pra saber a percepção de outras pessoas tb

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  2. Ronaldo Batista Pinto

    Só mudando um pouco de assunto.É interessante que NENHUM comentarista ou narrador consiga pronunciar corretamente o nome do Fognini. Todos insistem em pronunciar FONINI, quando o correto é FONHINI.

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