Next Gen em ação; e Sandgren mostra que universitário é um bom caminho
Por Chiquinho Leite Moreira
janeiro 22, 2018 às 2:56 pm

É claro que Novak Djokovic não esteve no seu melhor e nem poderia estar, após tanto tempo afastado das competições. Mas não se pode dizer também que Hyeon Chung não deu show em quadra e deixou claro que a nova geração vem com muito talento. O campeão do Next Gen, disputado recentemente em Milão, na Itália, ganhou os corações de muitos torcedores, pelo seu jeito simpático, respostas simples e uma plasticidade de golpes, gostosa de ver.

Para Djokovic fica a esperança de que possa se recuperar prontamente. Sem entrar na discussão entre os torcedores, tenho a certeza de que é o sérvio é um personagem que faz bem ao tênis. Seu reconhecimento ao bom tênis apresentado pelo sul coreano é uma prova disso. E não ficou procurando desculpas pela derrota. Revelou-se até otimista, ao considerar que fez um bom torneio, disputando quatro partidas. Mas existe uma verdade no tênis de alto nível. Ninguém vence um Grand Slam sem estar 100%.

Chung fez o seu papel e de forma bem feita. Por ter Djokovic como um ídolo reconheceu que copiou alguns bons golpes do estilo do sérvio. E revelou-se num restaurador de arte de extrema habilidade. É curiosa também a sua história de que começou a jogar tênis por recomendação médica. A bolinha pequena e de cor forte, amarela, poderia ajudá-lo no problema visual. O golfe, com bolinha ainda menor e a distâncias maiores, e também útil para esse exercício visual. E, apenas lembrando, se Chung é o primeiro tenista de seu país a chegar as quartas de final de um Grand Slam, sul coreanos já ganharam Slams de golfe, tanto no masculino como no feminino.

A próxima rodada de Chung é considerada a mais imprevisível do Australian Open 2018. O sul coreano terá pela frente o norte-americano Tennys Sandgren. É um jogador um pouco mais velho. Tem 26 anos e este sucesso um pouco mais tarde tem uma explicação. Ele jogou pela Universidade do Tennessee, por dois anos. E agora está nas quartas de final de um Grand Slam. Espero que isso sirva de lição para alguns treinadores brasileiros que estudo e tênis não combinam e nem que o circuito universitário americano deixe de ser um boa opção. Os resultados podem demorar, mas o tempo não foi perdido. Cultura é uma boa bagagem.

 


Comentários
  1. henrique manoel

    essa geraçao mostra muita coisa boa vamos a um resumo…rublev campeao de umag quartas de gs e 3 rodada nesse torneio caindo em 4 sets para o grigor dimitrov,shapovalov semifinal de masters, oitavas de gs e fez o melhor jogo desse torneio na 2 rodada contra tsonga…stefanos tsitsipas entrando mais em atp e tal fazendo boas campanha e quartas em doha e semi em antuerpia fim do ano passado…zverev com seus masters 1000 e so deve em gs e hyeon chung otimo de fundo e tal mas o interessante e que nunca atingiu semi final de qualquer atp e agora tem uma chance de ouro bem em um gs e pode virar top 25 e voce com mais conhecimento de tenis do que eu ate one vai essa geraçao…shapovalov,tsitsipas,rublev,zverev,chung,de minaur,medvedev,khachanov e ate o kyrgios …eu acredito que kyrgios,zverev,shapo,tsitsipas serao numero 1 e tu… esse ano me parece que a next gen e mais o kyrgios vem muito forte chung ja fazendo 2 quartas seguidas uma em auckland e agora no ao…e rublev fazendo final em doha,kyrgios ganhando brisbane e medvedev ganhando sydney e de minaur fazendo semi e final em atps…

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  2. Clovis Grelak

    Chiquinho, você mandou bem no comentário ao lançar um olhar sobre o circuito universitário americano , a propósito da campanha de Sandgren na Austrália. Nesse grupo dos que optaram pela segurança dos estudos às dificuldades e incertezas da carreira profissional, um ou outro pode desfocar dos estudos e fazer o caminho inverso, mostrando serviço no circuito profissional. Como você já fez, puxando a fila, por certo a campanha de Sandgren pode jogar luzes sobre aquele circuito.

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