Roger FedEx e as voltas de Djokovic e Stan
Por Chiquinho Leite Moreira
janeiro 16, 2018 às 8:21 pm

Durante um certo período de sua carreira, Roger Federer carregava o apelido de “FedEx” pela rapidez com que liquidava seus adversários. Mas acredito que a então denominação estaria perfeita para os dias de hoje. Aos 36 anos, o suíço esbanja agilidade e muita agressividade na definição dos pontos. Pelo menos, em sua partida de estreia, diante de Aljaz Bedene, o atual campeão do Aberto da Austrália não hesitou em arriscar devoluções vencedoras e outras bolas definitivas. Fica claro que ele não só fará um calendário enxuto (como anunciou em coletiva) como irá procurar definir seus jogos com rapidez.

Federer esteve brilhante, inclusive numa estranha entrevista pós jogo. John McEnroe deu o microfone ao ator Will Ferrel e sou de opinião de que não dá para ser engraçado sempre. O suíço tirou de letra algumas ironias e não há dúvidas de que merece o incentivo de “Roger” “Roger durante todas suas partidas.

Sem também sofrer muito, Novak Djokovic estreou com vitória em três sets diante de Donald Young. E outro que volta aos torneios, Stan Wawrinka precisou de quatro sets para superar Ricardos Berankis. O sérvio não se mostrou confortável, nem contente com seu novo estilo, ou movimentação, do saque. O suíço reclamou que ainda sente dores, mas seguirá jogando. Vejo que para ganhar um Grand Slam é preciso estar 100% em todos os aspectos. Portanto, se Djokovic ou Wawrinka ganharem em Melbourne Park, para mim será uma surpresa.


Comentários
  1. Anderson

    Lesões e calendário apertado sempre foi e sempre será motivo de polêmicas e intermináveis discussões no universo do tênis. Mas me parece bem óbvio que uma (ajuda para chegar em algo parecido com uma) solução seria diminuir a quantidade de torneios obrigatórios no tênis. Isso faria com que um top 40 (que não é tão forrado em grana quanto um Big 4 da vida pra pagar a multa) possa fazer um calendário mais ao seu gosto, evitando sobrecarga física desnecessária ao buscar defender pontos desinteressantes.

    Outra solução (poderia ser conjunta) é aumentar o tempo entre o prazo final das inscrições e o torneio, nos casos dos Masters. Assim, os torneios não seriam prejudicados pela não-obrigação de, p. ex., Murray jogar em Bercy, pois teriam mais tempo para organizar sua publicidade com os tenistas restantes, e ao mesmo tempo forçaria os jogadores (aqueles que estão sempre fazendo finais seguidas, os únicos que realmente reclamam da turnê) a planejarem melhor seus calendários.

    Essas duas medidas já seriam suficientes para os próprios tenistas assumirem a responsabilidade por escolherem ou não calendários mais exigentes…

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  2. CESAR PEREIRA

    Apesar de tudo o Federer mais uma vez dá uma aula de tênis e simpatia. Realmente a entrevista foi incomum, mas um pouco de descontração não faz mal para o esporte já é muito rigoroso durante as partidas, não precisa de todo esse rigor ao final. Rir é o melhor remédio.

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