Flawless Nadal passa fácil pela estreia do AO
Por Chiquinho Leite Moreira
janeiro 15, 2018 às 2:04 pm

Tenho a convicção de que algumas palavras jamais deveriam ser traduzidas, pois não refletem o real significado. Isso acontece com o ‘milongueiro’, o ‘amazing’, ‘saudades’  e incluo também o ‘flawless’. E foi desta forma que vi Rafael Nadal estrear no Aberto da Austrália. E claro que o adversário, Victor Estrella Burgos, apesar de um lutador não exigiu muito, mas ainda assim o espanhol esteve bem perto do que poderia ser traduzido como perfeito, ou algo parecido.

Para mim, o AO deste ano chegou repleto de expectativas. Uma deles seria pelas condições físicas de Nadal. Aparentemente não se importunou com qualquer problema no joelho. Também saiu-se bem com a ausência do tio Tony e para evitar qualquer especulação disse que sempre se cercou de gente boa e isto seria uma das razões de seu sucesso.

Torcer para que dentro destas expectativas deste AO também Novak Djokovic jogue ao estilo “flawless”. Apesar de muita gente não gostar, acho que o sérvio faz bem ao tênis. E seria legal vê-lo em quadra recuperado, depois de abrir mão das participações em Abu Dhabi e Doha.

Apesar da volta de Djokovic e da boa estreia de Nadal, não há como não considerar o favoritismo de Roger Federer. Mas o suíço tem uma chave complicada e vai precisar de todo seu genial tênis para buscar o bicampeonato.

No lado feminino, confesso que não vi surpresa na derrota de Vênus Williams. O tênis é assim mesmo. Uma super campeã como a  tenista americana teve pela frente uma das revelações, como a suíça Belinda Bencic. Esta jogadora vem recebendo um forte apoio dentro e fora das quadras. Achei muito legal, os pais de Federer assistindo ao jogo da compatriota. Ela vem da região dos Balcãs como Djokovic e foi bem acolhida pelos suíços.

Aliás, a chave feminina, sem Serena, nem precisaria comentar, fica bastante aberta. A briga promete e as emoções também irão tomar conta dos amantes do tênis nestas duas semanas.

 

 


Comentários
    1. Chiquinho Leite Moreira

      O motivo é que muitos dizem que fora das quadras o Djokovic é outra pessoa. Exigente e antipático. Mas tive algumas experiências ao lado dele que me levaram a não concluir de acordo com as opiniões de outros e sim formar a minha. Certa vez, em Miami, embarcamos num ônibus – uma van – para uma festa em homenagem a um tenista que estava se aposentando. Djoko tinha perdido na primeira rodada. Não exigiu carro especial e entrou com a gente até a festa. Foi simpático com todos. Ficou até quanto pôde. Sorriu, deu autógrafos, selfies etc e tal. Anos depois pedi uma entrevista em Roland Garros. E confesso que o nosso bate papo antes de ligar o microfone estava hilária. Seguiu de forma simpática e interessada nas apenas 3 perguntas que me foram permitidas na exclusiva. Tb presenciei seus primeiros shows de imitação na Arthur Ashe, em Nova York. Ora, ele é legal para o Tênis. E as reclamações vinham de um núcleo muito específico dentro do mundo do Tênis.

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      1. Rafael

        Legal seu relato Chiquinhoz tenho amigos que já encontraram com ele e foi só elogios. Talvez a mídia prefira a rivalidade federer x Nadal. Provavelmente vende mais do que Djoko x qualquer outro. Enfim, torço para ele voltar com tudo esse ano. Ele faz bem ao tênis!!

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