Ásia investe alto nos torneios de tênis
Por Chiquinho Leite Moreira
outubro 3, 2017 às 6:37 pm
Nadal perde o sapato e a raquete, mas ganha o jogo

Nadal perde o sapato e a raquete, mas ganha o jogo

Quem sabe com a mesma inspiração de Vinicius de Moraes na poesia Rosto de Maria Lúcia “Teu rosto é como um tempo/ Voltado para o Oriente/ Remoto como nunca/ Eterno como sempre” as associações de classes do tênis também vislumbraram um bonito cenário na Ásia. Há alguns bons anos, a WTA e a ATP viram uma alternativa interessante para a entediada temporada de outono e inverno na Europa. E assim o circuito abriu uma asa no Oriente. Hoje, a modalidade visita cidades conhecidas como Tóquio, Xangai ou Pequim e outras nem tanto como Guanzhou, Wuhan, Shenzhen, entre outras.

A ousadia de tirar torneios da Europa e colocar na Ásia transformou-se num tremendo desafio. A começar pelos horários de transmissão dos jogos. Também passou pela falta de tradição e ausência de público. Mas nada assustou os organizadores e nem estremeceu as bases da Federação Asiática de Tênis. Aliás, pelo contrário. O continente tem hoje, entre vários outros benefícios, wild cards para o primeiro Grand Slam do ano, o Australian Open.

Uma lição foi a de utilizar o complexo olímpico chinês para ser sede de um dos principais eventos da temporada asiática de tênis. Todos os torneios revelam instalações grandiosas e impecáveis.

A falta de tradição e a distância forçou a novos investimentos. Como levar grandes estrelas? Com exceção do Masters 1000, as outras competições acertam garantias com os principais jogadores para ganhar o reconhecimento internacional e força nas transmissões dos jogos pelas redes de tevê.

Esta semana Rafael Nadal lidera a lista dos inscritos em Pequim. Já na primeira rodada garantiu fortes emoções ao salvar dois match points e fazer de tudo em quadra para superar Lucas Pouille. O torneio também tem nomes como Juan Martin Del Potro e Alexander Zverev.

Situação semelhante revela o feminino. Garbine Muguruza enfrentou problemas de saúde em Pequim. Perdeu na primeira rodada para Barbora Strycova e a Ásia poderá ver o surgimento de uma nova número um da WTA.

Enfim, para desenvolver qualquer modalidade esportiva é preciso investimento e capacidade de gestão. Não se trata apenas de acreditar em ídolos locais, mas valorizar os grandes nomes internacionais e garantir bons espetáculos.

 


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