Davis: faltou dignidade
Por Chiquinho Leite Moreira
setembro 18, 2017 às 9:13 pm

Ganhar ou perder faz parte do jogo. Só que ao mesmo tempo em que se vangloria e orgulha-se de uma vitória, deve-se saber perder com dignidade. E faltou isso ao Brasil neste confronto do playoff da Copa Davis diante do Japão. Nosso tênis esteve envolvido em atitude antidesportiva, com repercussão internacional, sem contar a inconveniente brincadeira de mau gosto com um ídolo japonês, como Kei Nishikori. E o resultado de tudo isso apareceu em quadra.

Tudo começou com o equívoco na convocação da equipe pelo capitão João Zwetsch. Ele preteriu na primeira lista o lutador Rogério Dutra e Silva e quando se viu em maus lençóis já era tarde. Rogerinho poderia até não vencer. Afinal, ganhar ou perder faz parte do jogo. Mas, certamente, exibiria o espírito de Copa Davis, com luta e raça, e não conformismo de um time numeroso (vi uma foto com 14 integrantes) que não vibravam no banco, nem em quadra.

Copa Davis é coisa séria. A equipe veste as cores do Brasil e exibe uma imagem para todo o mundo. Se durante qualquer torneio um tenista resolve não se empenhar, dar de ombros para o resultado, jogar sem atitude, desrespeitar o adversário, ninguém tem nada a ver com isso, a não ser lamentar. Mas numa competição por países, o compromisso deve ser outro. São soldados na nação.

O comando também me pareceu relaxado. Muita descontração e pouca disciplina. Mas antes de iniciar a caça as bruxas, pedir cabeças, o melhor seria esperar que o grupo aprenda as lições de tudo o que aconteceu no Japão.

O Brasil volta agora ao zonal americano. Foi designado como cabeça de chave número dois e foge assim de um confronto com a Argentina. Mas ainda assim terá adversários perigosos pela frente. É o momento de se fazer uma reflexão e encarar a Copa Davis com maior seriedade. E deixar as brincadeiras de lado, as atitudes antidesportivas e concentrar no que realmente interessa.

 

 

 


Comentários
  1. Fernando

    Chiquinho,
    Análise perfeita
    Já vinha escrevendo nos chats de discussão sobre o papelão dessa numerosa equipe.
    Uma vergonha
    Seria o caso de uma renovação completa, começando pelo técnico
    Abs

    Fernando

    Responder
  2. fernando carlos delatti

    Quando os responsaveis pelo tenis no Brasil irão acordar e ver que esse capitao atual da copa Davis nao passa de um sujeito absolutamente incompetente. Fraco, sem liderança, convoca por caprichos pessoais, vide o absurdo feito com o Rogerinho . A equipe é fraquíssima, inda mais com o robo Monteiro, jogador de um golpe só e que desconhece estratégias para o jogo, o semcompromiksso belucci, que felizmente não foi. Salva-se a dupla . a passar vergonha, como sempre pelo time. Fora Zuetsch, enganador e despreparado…

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  3. Fábio

    Concordo Chiquinho. Acho que o confronto não foi levado a sério por boa parte da equipe e da diretoria da entidade. Aliás, poucas vezes a Davis é disputada com seriedade. Além de tudo, tivemos atos de falta de educação, de noção e de preparo para a série (até acessível) contra o Japão. Infelizmente, sempre esperamos uma boa campanha na Davis para dar um ânimo no tênis do país. Mas tirando as exceções e bons resultados de Melo, Soares e Bia, faz algum tempo que não temos muito o que comemorar.

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  4. Renato

    Bom dia!

    Dificilmente concordo com as opiniões do Chiquinho, especialmente pq não é incisivo nos posts e amacia muito. Hj o foi e está de parabéns! Faltou dizer que a o tênis brasileiro é medíocre, fraco, sem talentos e promessas. País que tem esse fraquíssimo Thiago Monteiro como esperança é no mínimo falta de auto estima. Somos, com muito boa vontade, da 3o. escalão do tênis mundial. O refletir é tentar criar tenistas de nível. Hj só tem uma a Bia e olhe lá!. E dizer que até bem pouco tempo atrás perdia-se tempo em comentar sobre Teliana Pereira(quem)?!! Critiquei o jogo dela – que jogo? – neste site só faltaram me linchar rs. Falando em irmãos Pereira o que investiram nessa irmandade é brincadeira., sem qualquer merecimento. Dei apenas um exemplo. Tem tenista novos sem qualquer condição passeando na Europa e Américas em futures e challenger passando vergonha e quando não, nada ganham. mas tem patrocínio. Esqueçam esses caras. Se quiserem fazer turismo que o façam por conta própria. E dizer que não tem tenista aqui é errasdo. Lembro-me que saia de casa pra jogar e ia pro Bauru Tenis Clube. E via na quadra dentre outros Meca -Júlio Goes -, Roger Guedes, Celso Sacomandi, Seo Roberto Cardoso, as irmãs Joaquim!!! Sem falar Ribeirão, Campinas, Paulistano, com excelentes atletas que se fizeram sem patrocínio! Prá terminar a única grande mudança no tenis brasileiro foi a transferência da sede de São Paulo pra Floripa – 710 kms. Abcs

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Renato por favor me entenda. Dignidade é tb respeitar a força, trabalho e dedicação de nomes como Monteiro ou Teliana. Chegar onde chegaram é para poucos

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      1. Renato

        Prezado Chiquinho! Comento sobre atletas e não pessoas. E respeito sim suas lutas que não são menores mas também não maiores que os outros que lutam incansavelmente dia a dia. E acho, não sei o motivo, que foram amplamennte favorecidos em suas carreiras em detrimento de tantos outros lutadores. Com franqueza tem algum tenista que se possa ter alguma esperança por aqui? O Luz talvez e a Bia. Pouco. não?. Esse treinador não está qualificado para ser o técnico do tênis nacional. Pq o Meligeni não ficou? O pardal? Pq não Cleto? . Enfim o debate é bom. Pra arrematar meu caro o Belucci com sua cara de sono é monstro perto do Monteiro! Abc

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