Será que, enfim, teremos um Fedal no US Open?
Por Chiquinho Leite Moreira
setembro 3, 2017 às 10:30 pm

IMG_3749O US Open chegou a segunda semana com uma certeza: haverá um finalista inédito no torneio masculino. Na parte debaixo da chave nenhum dos jogadores que restaram na competição jamais chegou tão longe num Grand Slam. O que não se sabe ainda é se, enfim, teremos um duelo entre Roger Federer e Rafael Nadal no maior palco do tênis mundial, o contagiante estádio Arthur Ashe.

Aos trancos e barrancos, Federer e Nadal alcançaram as oitavas de final. Venceram porque são grandes campeões. Caso contrário poderiam ter sido eliminados. Só que numa partida de tênis é quase como uma frase de William Shakespeare, ou seja, “há mais mistérios entre o céu e a terra do que a vã filosofia dos homens possa imaginar.”

Pode parecer exagero, mas jogadores como Federer e Nadal parecem ter recursos misteriosos, quase sobrenaturais. Mire-se no exemplo do espanhol diante de Leonardo Mayer. O jogo estava duro. O argentino jogava um tênis de primeira, com potência e precisão em seus golpes. Só que o atual número um do mundo segurou a pressão com inigualável qualidade. Chamou a torcida para seu lado, vibrou, se impôs até romper a barreira argentina e abrir caminho para a vitória.

Diante de Feliciano Lopez, em apenas um momento Federer pareceu-se com um ser humano. No terceiro set, logo depois de quebrar o serviço do espanhol, o suíço cedeu o seu. Neste momento, seu semblante, com uma expressão pesada, levando a mão ao rosto, revelou que ele é feito de carne e osso.

Ambos seguem em rota de colisão. Só que os obstáculos são grandes pela frente. Mas nestes momentos sempre lembro de uma frase de Gustavo Kuerten. Derrotar os grandes numa segunda semana de Slam não é tão simples assim. Ainda mais em se falando de sobrenaturais como Federer e Nadal. Os próximos dias prometem ser ainda mais emocionantes.

O ADEUS DE SHARAPOVA – A volta de Maria aos torneios do Grand Slam demonstrou ser produtiva para o tênis feminino. Gerou polêmica, proporcionou alegrias e emoções em quadra. Só que a tenista russa confirmou não ter um plano B. Ela realmente, como diria Nick Bolettieri, ‘fecha o olho e bate na bola’. Foi vítima de seus erros, mas sempre foi assim. Dessa forma ganhou títulos importantes e também perdeu partidas bobas.

 

 


Comentários
  1. Rodrigo

    Parabéns pelo blog Chiquinho ! Sabe muito de tenis e seus bastidores e tem otimas historias para contar. O que voce achou do Delpo? Chegar as quartas de final de um Slam sem backhand é pra poucos. Legal ve lo se virando como pode, pelo menos o forehand continua imperativo.

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      O fh dele é matador e agora desafia Nadal. Uma bela história de superação do Delpo que passou por várias cirurgias.

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