RF: um privilégio ser contemporâneo
Por Chiquinho Leite Moreira
julho 16, 2017 às 5:12 pm

Imagino como tenha sido incrível ser contemporâneo do gênio da música Wolfgang Amadeus Mozart. Não tenho dúvidas de que para os amantes do tênis é um privilégio estar diante do gênio da raquete Roger Federer. Independente de preferências, torcida é momento de reconhecer de que estamos diante de um dos maiores da história, se não for o maior de todos os tempos.

O estilo impecável de Roger Federer em quadra é compartilhado em todas suas ações. Revelou seu lado humano ao chorar de emoção após mais uma conquista. A presença da família revela toda importância do bem estar com a vida.

O seu comportamento também nos enche de emoção. No discurso da cerimônia de entrega dos troféus antes de celebrar a histórica conquista fez sincera menção a Marin Cilic, enfatizando sua heroica participação na final, em respeito a todos.

A elegância de Roger Federer está refletida em diversas cenas e situações. Vou abrir um parêntese: aprendi nos tempos de Estadão, sob a chefia do excelente editor Fran Augusti (que neste domingo comemora mais um aniversário) de que se “está em dúvida não escreva”.  E confesso de que pensei até em ligar para o Zé Nilton para saber se deveria ou não incluir-me neste post. Mas, enfim, aconteceu e está registrado o episódio.

No torneio Gilette, disputado no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, Roger Federer não tinha o compromisso, mas se dispôs a participar ao vivo do programa Ace Bandsports. Ficou o tempo necessário, sem demonstrar qualquer desinteresse ou apressar as coisas. Esteve fantástico para delírio da apresentadora Renatinha Saporito.

Já tinha vivido uma experiência inesquecível com o gentil tenista suíço. Em certo ano no torneio de Indian Wells, Federer perdeu para Gustavo Kuerten. E com a grande diferença de fuso horário deu tempo neste dia para bater uma bolinha. Convidei o amigo francês George Homsi. Como ele estava sem raquete ele disse que iria ver com um tenista que tivesse perdido o jogo naquele dia para pedir uma emprestada. Quando chegou em quadra perguntei de quem era a raquete. Respondeu: do Roger Federer e ainda acrescentou, não sei se por ironia ou verdade, de que ainda tinha um recado: como iria enfrentar um brasileiro queria que George se vingasse do resultado do torneio.

Peço desculpas de num texto para falar de Roger Federer tenha me incluído tanto. Mas julguei, com dificuldades, de que estes episódios revelem um pouco mais do que é este gênio da raquete.

SONHO REALIZADO  – Além de mais um título de Federer este torneio de Wimbledon realiza outros sonhos. Um deles é a memorável conquista de Marcelo Melo. O mineiro leva o sabor do pão de queijo para a mais tradicional competição do tênis. Sem contar ainda que nesta segunda feita teremos um brasileiro no topo do ranking.

O sonho também se concretizou para Garbine Muguruza. Conquista seu segundo Grand Slam  numa verdadeira ‘remontada’. Afinal, desde a decisão de Roland Garros do ano passado, a espanhola jamais havia chegado a uma final de torneio. E agora celebra o regresso em grande estilo.

 


Comentários
  1. José Carlos

    Bom texto Chiquinho. Realmente é um prazer ver Federer jogar. E, pelo que você descreveu, ele realmente um gentleman. Abraço e parabéns pelo blog.

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  2. Renatinho

    Eu acho que está ficando cada vez mais claro que Federer é o melhor jogador de todos os tempos no geral. Não é so os recordes, é também a consistência durante os anos e maneira de jogar espetacular. Esse conjunto somado faz com que cada vez mais se chega a esta conclusão. Porém, concordo que classificar alguém como melhor de todos os tempos sempre vai ser algo relativo e subjetivo, sem contar a questão relacionada à complexidade em comparar épocas diferentes que envolvem condições de projeção técnica e física totalmente diferentes.No mais , o que é certo e concreto é que ele está claramente entre os melhores . Nâo tem como ter tamaha consistência sem ser no mínimo um dos melhores de todos os tempos. Chiquinho, você acha Federer o melhor de todos os tempos ( maior por enquanto já é em virtude dos múlltiplos recordes no aspecto geral) ?

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Acho que sim… embora o próprio Federer diga que Laver foi o melhor de todos os tempos. Aliás acho que Federer tb está envolvido na Laver Cup

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    2. Sérgio Ribeiro

      Épocas diferentes sim, parceiro. Equipamento diferente idem. Pisos diferentes ( apenas Rolanga não era na Grama na época de Rod Laver ) , também. Mas ser um grande Basiliner e ao mesmo tempo um baita Sacador e presença na rede com tanta criatividade, somente Roger Federer. Dai a alegria de Laver aplaudindo mais essa conquista Espetacular no All England Club. ABS!

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  3. José Roberto

    Oi Chiquinho

    Texto histórico sobre RF, parabéns!

    Uma palavra sobre Rogerinho Dutra: por favor sugira dele pensar grande

    Acabou de ter maior vitória da carreira, é #1 do Brasil

    Mas insiste em duplas em torneios top.

    Hora de fazer como demais: focar nas simples, para chegar mais longe nas chaves!

    Forte abraço, JR

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