Thiem garante um top 10 na final do Rio Open
Por Chiquinho Leite Moreira
fevereiro 26, 2017 às 12:35 am

Depois de perder a grande atração  Kei Nishikori, ainda na primeira rodada, ver brasileiros ficarem pelo caminho, o Rio Open pode festejar a presença de um top ten na final deste domingo no Jockey Club. O austríaco Dominic Thiem, número 8 da ATP, e jogador com potencial para sonhar com título de Slam, decide o título diante do espanhol Pablo Carreña Busta, 24..

Confesso que minha torcida era para ver Casper Rudd na decisão. O norueguês de apenas 18 anos entrou na competição como wild card e por pouco não se transforma em um convidado bem trapalhão. Eliminou dois brasileiros – Rogerinho Dutra Silva e Thiago Monteiro – e chegou a ter match point no segundo set de sua semifinal diante de Carreño Busta.

Mais do que desperdiçar uma chance incrível de fazer uma final de um ATP 500 com apenas 18 anos, Rudd é filho do tenista norueguês Christian Ruud. Lembrava sim deste nome. E Guga Kuerten refrescou minha memória. Ao cruzar com o tricampeão de Roland Garros no estacionamento do Jockey Club ele lembrou que no torneio de Umag, em 1996, portanto um ano antes de se consagrar campeão em Paris pela primeira vez, vinha super entusiasmado por uma vitória sobre Alberto Berasategui. Este espanhol tinha sido vice-campeão do Aberto da França, no ano anterior, tendo perdido o título para Sergui Bruguera. Nas quartas de final de Umag enfrentou Christian Rudd, que na época era um ‘devolvedor de bolas’. Quase não batia, mas não errava. Resultado: o brasileiro perdeu. E o final da conversa foi de que Casper joga um bolão. Bate forte e deve ser sim uma das novas estrelas da ATP.

Justificada toda a minha expectativa para ver uma final do jovem norueguês, fica a boa notícia de que um outro talento da nova geração está na decisão. Dominic Thiem não fez uma boa estreia. Avisou que sentiu o peso da diferença de horário e sofreu com adaptação às condições do Rio de Janeiro. Mas nas rodadas seguintes provou o motivo pelo qual é um top ten. Com boas exibições decide o título confirmando seu estilo de poucos erros. Seu back hand de apenas uma mão, não tem a genialidade de Roger Federer, nem a plástica de Stan Wawrinka, mas é preciso, consistente e eficiente.

A presença de um top ten na final do Rio Open é um prêmio aos organizadores. O torneio esbanja boa forma e muito charme. Mesmo com a concorrência do Carnaval viu um agito dos mais interessantes por suas quadras. E por todo este charme será sim um desafio encarar a possibilidade de no próximo ano levar esta competição para o Parque Olímpico. O Jockey Club está no coração da Cidade Maravilhosa e o sucesso do evento vem se repetindo a cada ano.

 


Comentários
  1. João ando

    Concordo com vc Chiquinho.Acho que o rioopen deve continuar no jóquei.o parque olímpico de tenis e um péssimo lugar pois e de difícil acesso.no jóquei esta no coração do Rio alem de ter a vista do Cristo redentor.e ser saibro onde os tenistas brasileiros gostam de jogar

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  2. Carlos

    Chiquinho, também era o Christian Rudd do outro lado da rede no primeiro titulo do Fininho em Bastad/95, aquela foi a única final de ATP do Rudd Pai.

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