Murray faz corrida estratégica para # 1
Por Chiquinho Leite Moreira
outubro 3, 2016 às 1:41 pm

A ousada declaração do britânico Andy Murray de que vê possibilidades de encerrar o ano como novo número um do mundo promete agitar este final de temporada. O período parecia um pouco morno com o desinteresse e lesão de Novak Djokovic, a irregularidade de Rafael Nadal e o afastamento do Roger Federer. Mas agora não… afinal há uma corrida importante na sua reta final.

Há uns bons anos, a ATP e a WTA voltaram seus olhos para o Oriente na tentativa de esquentar um pouco mais o clima dos torneios indoors do outono e inverno europeu. As competições ganharam força e investimentos, com os Masters 1000 e os Premiers. Só que houve uma natural perda de interesse. Djokovic, além do problema no cotovelo, reconheceu estar ‘saturado’ por causa uma temporada exigente. Serena Williams já caiu fora do tour asiático no ano passado e pode seguir o mesmo caminho agora.

Atento a situação, Andy Murray fez uma boa jogada ao enfatizar o interesse em alcançar a liderança do ranking. Uma declaração destas no início do ano soaria como impossível, após os títulos de Djokovic no Aberto da Austrália e Masters de Indian Wells e Miami. Mas, agora não, pois existe uma chance real, embora com dificuldades.

Esta semana, Murray parte como principal favorito em Pequim. Enquanto Djokovic irá perder os 500 pontos ganhos nesta competição no ano passado. O tenista britânico tem a defender 360 pontos de Xangai, 600 de Paris e 200 do Finals.

A situação de Djokovic na liderança ainda é tranquila. Mas, sem dúvida, seria muito arriscado ele seguir o caminho de Serena Williams e pensar apenas na próxima temporada. Afinal, além de Pequim esta semana, tem 1000 pontos de Xangai, outros 1000 de Paris e 1.300 do Finals. Portanto, a briga pela posição de número um do mundo neste final de temporada promete ser emocionante. Um momento estratégico para o britânico e exigente para o sérvio.

 

 


Comentários
  1. Jeosan

    Pois é, Chiquinho, Serena Williams ao encerrar precocemente sua temporada 2015, após ser eliminada na semi do Us Open, abriu mão de pontos preciosos que lhe fizeram falta agora nesta reta final da temporada de 2016, aliado ao fato de Kerber lograr-se campeã de dois GS, que culminaram em sua ascenção ao posto de número 1, bem antes do final da temporada.
    No masculino, porém, Djoko fez uma final de temporada 2015 perfeita, pois, após lograr-se campeão do Us Open, venceu também todos os quatro torneios que disputou (China open 500, Master de Pequim, Master de Paris e Atp Finals). Maior consistência que isso, impossível. Será que Murray terá assim tamanha consistência? Creio que não.

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  2. rui

    se o nole jogar como vai jogar o resto dos torneios que falta,jamais perdera o numero 1 do ranking.a vantagem e muito grande ainda para o andy murray.o nole e um jogador consistente que esta sempre na semi e nas finais por isto eu digo que sera impossível para o murray ser numero 1 este ano.no australia open do próximo ano quem sabe mas neste ano jamais

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  3. Lázaro Zardini

    Bom, penso que para vermos mais um Murray 1# precisamos de uma combinação bastante improvável: Fim de ano desastroso pro Djoko; Fim de ano impecável pro Andy; (4695 pontos distanciam os dois e Djokovic defende 4000)…
    Só enxergo essa possibilidade se o sérvio desistir da temporada (nos moldes de Serena 2015). Caso ele jogue um dos Masters e o Finals, duvido que não vá longe, deixando assim os planos do britânico pra próxima temporada…
    Caso esse inapostável combinação aconteça, Murray terá méritos totais e seu 1# entrará pra história!!!

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      É mais ou menos assim… vc tem razão. Vamos dizer que o Murray terminar o ano como numero 1 depende mais do Djoko do q dele mesmo… abs

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