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Djokovic esquenta a briga pelo número 1
Por Chiquinho Leite Moreira
outubro 14, 2018 às 10:24 pm

Sem pressa, com uma estratégia bem estabelecida e muita competência em quadra, Novak Djokovic caminha para terminar o ano mais uma vez como o tenista número 1 do mundo. Esta semana em Xangai foi benéfica ao tenista sérvio. Ao conquistar o seu 32. título de Masters 1000, ele não só somou mil pontos no ranking, como viu o espanhol Rafael Nadal ter descontado 600 de sua conta na lista de classificação da ATP.

Djokovic vive um momento incrível. Acumula 18 partidas sem invictas. São 27 vitórias em 28 jogos e não perde um set desde a segunda rodada do US Open. A situação é bem favorável ao sérvio. Ele agora está a apenas 215 pontos do líder Nadal. E até mesmo um troféu de um ATP 250 poderia colocá-lo de volta no trono de rei do tênis. Só que Djokovic parece não ter pressa e não pretende queimar etapas.

Apesar desse bom cenário para Djokovic, como diria a minha avó “não são favas contadas”. Ou seja, não dá para cravar quem irá terminar o ano na liderança.  Nadal perdeu 600 pontos esta semana, mas não defende outros pelo restante da temporada. O espanhol pode voltar no Masters 1000 de Paris e na sequência ir para o Finals de Londres, onde estarão em jogo outros 1,5 mil pontos. É claro que Nadal está sem ritmo de jogo. Mas quantas vezes não vimos o espanhol voltar ao circuito de forma fulminante? Muitas, sem dúvida.

Mesmo assim, ainda vejo um cenário bem mais favorável para Novak Djokovic. Ele parece estar bem pés não chão, depois de tantas frustrações na sua primeira tentativa de volta ao circuito, após os problemas de saúde. Até agora, por exemplo, não acenou com a possibilidade de jogar os 500, em Viena ou na Basileia. Afinal, tentar voltar muito rápido à liderança pode custar caro e talvez o melhor mesmo seja se resguardar para um confronto direto com Rafael Nadal e Roger Federer em Paris e em Londres.

O ano do tênis está terminando, mas ainda promete muitas emoções, não só por esta quente briga pela liderança do ranking, mas também pelos confrontos de gerações que tanto têm enchido os olhos dos amantes deste esporte. Sem contar ainda que para os brasileiros estão garantidas as participações dos duplistas Marcelo Melo e Bruno Soares nas principais competições. Melo levou mais um troféu em Xangai, ao lado de Lukas Kubot, numa final diante de Soares e Jaime Murray. Por isso tudo viva o tênis!