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Rafael Nadal: uma lição de vida
Por Chiquinho Leite Moreira
junho 11, 2018 às 3:01 pm

Se ao acordar numa segunda feira pela manhã e sentir que está precisando de uma dose extra de motivação mire-se no exemplo de Rafael Nadal. Aos 32 anos, o tenista espanhol deixa uma lição: a de que não há limites para o desenvolvimento e aprendizado. Afinal, chegou ao 11. título de Roland Garros ainda melhor do que em outros anos, fruto de sua paixão pelo esporte e força para o trabalho.

A própria ATP, antes mesmo da final de Paris, divulgou uma análise sobre o desenvolvimento técnico de Nadal. Enumerou uma série de novas alternativas ao seu já repleto repertório de golpes. E não há como negar que o tenista espanhol avançou no seu jogo.

Além dessa lição do espanhol, o torneio de Roland Garros deste ano confirmou o talento da nova geração de tenistas. Não há dúvidas de que os jogadores que estão chegando irão substituir a altura nomes como Nadal, Roger Federer, Novak Djokovic, Andy Murray entre outros. Mas tudo dentro de seu tempo.

Só que o esforço para Nadal manter-se à frente desta geração, como fez na final diante de Dominic Thiem, poderá levá-lo a tomar uma decisão drástica e poupar-se na temporada de grama. Acho difícil que isso possa acontecer. Mas nada como um dia atrás do outro para o espanhol pensar melhor no assunto.

Coroação – Costumo dizer (não sem receber muitas críticas) que uma tenista alcançar a liderança do ranking mundial, sem jamais ter vencido um Grand Slam é como ter uma ‘rainha sem coroa’.

Mas este ano pudemos ver a coroação de duas tenistas. Primeiro a dinamarquesa Caroline Wozniacki, no Aberto da Austrália, e agora a romena Simona Halep, em Roland Garros.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Halep brilha nas semifinais de Roland Garros
Por Chiquinho Leite Moreira
junho 7, 2018 às 4:20 pm

Se repetir a atuação das semifinais diante de Garbine Muguruza, a romena Simona Halep poderá, enfim, celebrar um título de Grand Slam. Com a vitória sobre a espanhola, ela já garantiu a liderança do ranking mundial, mas, certamente, este fato passa a ser secundário, pois seu grande objetivo é erguer o troféu de campeã no sábado, em Paris.

Halep já viveu esta situação por duas vezes. Em 2014 perdeu a final para Maria Sharapova e no ano passado foi surpreendida pela letã Jelena Ostapenko. Desta vez parece estar bem preparada, especialmente, no aspecto mental para suportar a pressão e voltar a jogar bem.

Além da boa vitória sobre Mururuza, Simona Halep obteve um resultado importante nas quartas de final. Ao virar o jogo contra Angelique Kerber ganhou a confiança necessária para chegar forte a decisão de 2018.

A intensidade em quadra foi o ponto alto do jogo da romena. Soube enfrentar situações difíceis e com excelente preparo físico devolveu bolas decisivas.

Em quadra, Simona Halep vai precisar, mais uma vez, dar tudo que tem para superar a adversária deste sábado. Vai enfrentar uma campeã de Grand Slam, a vencedora do US Open do ano passado, Sloane Stephens, que teve uma vitória categórica sobre Madison Keys, na outra semifinal.

Halep até busca tirar um pouco da pressão de seus ombros ao declarar que não pensa muito no fato de jamais ter vencido um Slam. Mas não há como fugir disso e concorda que erguer o troféu de Roland Garros seria o grande sonho de sua vida.

Roland Garros chega ao momentos decisivos
Por Chiquinho Leite Moreira
junho 4, 2018 às 6:56 pm

A lamentar apenas a desistência de Serena Williams. Seria um verdadeiro blockbuster  (como gostam de chamar os norte-americanos) o seu duelo com Maria Sharapova. Mas, ainda assim, Roland Garros chega a semana decisiva com a participação de grandes astros. Muito a agradecer a tradição dos Grand Slams de manter jogos em melhor de cinco sets para o masculino. Caso contrário, poderíamos estar lamentando a eliminação do cabeça de chave número 2, Alexander Zverev.

Chegam às quartas de final do French Open cinco jogadores no grupo dos top ten: Rafael Nadal, (1), Zverev (3), Marin Cilic (4), Juan Martin del Potro (6) e Dominic Thiem (8). Sem contar ainda com o ex-campeão e ex-líder do ranking Novak Djokovic. Aliás, o tenista sérvio vem justamente se reencontrando com seu melhor jogo justamente em Paris. É claro que ainda está distante dos seus bons tempos de número 1, mas vai ter um bom encontro nas quartas de final. Seu adversário é o surpreendente italiano Marco Cecchinato. Ele tem o ranking mais baixo dos jogadores que ainda estão na competição. Ocupa a 72a. colocação na lista da ATP. Um destaque também merece o argentino Diego Schawrtzman, que com a tradicional garra argentina segue em Paris.

O feminino também vai viver dias interessantes. A rodada desta terça-feira terá Sloane Stephens, de 25 anos e número dez do ranking, contra Daria Kasatkina. Em outro duelo Yulia Putitseva pode fazer história e transformar-se na primeira tenista do Cazaquistão a alcançar as semifinais de Roland Garros. Mas para isso terá de derrotar Madison Keys. O torneio ainda promete muitas emoções.