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Dimitrov campeão: será uma tendência para 2018?
Por Chiquinho Leite Moreira
novembro 20, 2017 às 5:52 pm

9FEF5609-8AC7-4552-B368-547CD09FB76BNem Rafael Nadal, nem Roger Federer, que dividiram os Slams este ano, mas sim um novo campeão surgiu no ATP Finals de Londres. É Grigor Dimitrov. E será que esta conquista pode significar uma tendência para a temporada do próximo ano? Com novos nomes alcançando os títulos dos principais torneios?

É claro que só o tempo dirá. Mas não há dúvidas de que a nova geração do tênis chegou para ficar. Recentemente o Next Gen, em Milão, mostrou ao mundo verdadeiros talentos. Sim ainda estão em fase de amadurecimento, mas todos prometem.

Grigor Dimitrov não é tão novo assim. Está com 26 anos e é justamente nesta a fase que muitos tenistas alcançam o seu auge. O búlgaro já tem relativa experiência. Vindo de família de esportistas possui o DNA competitivo. Esteve na Sanchez e Casal, com Emilio, depois passou pelas mãos de Peter Lundgren (para quem não lembra era o treinador de Federer) e também Peter McNamara. Mas foi nos tempos da Academia de Patrick Mouratoglou que ganhou maior destaque.

Aliás vale um parêntese nessa história. É que o marqueteiro treinador francês mandou-me certa vez um convite para visitar sua academia, nos arredores de Paris, e conhecer seu mais novo e talentoso pupilo: Grigor Dimitrov. O que me chamou atenção foi o tom da mensagem de Mouratoglou. Escreveu-me como se me conhecesse há tempos. Usou meu apelido, Chiquinho, e palavras amigáveis, coloquiais. Só que não atendi ao evento. Apesar de toda intimidade demonstrada na carta convite, parece que faltou apenas um detalhe sobre a minha vida: o de que moro no Brasil… simples assim. E também como estávamos longe do período de Roland Garros é lógico que não estava ‘pelos arredores de Paris’.

O trabalho do treinador assegurou a presença de Dimitrov em diversos eventos do tênis e o tornou conhecido. Uma promessa das quadras que ganhou então o apelido de Baby Federer. Nesta época conheceu na academia de Mouratoglou a americana Serena Williams, com quem dizem teve um rápido affair. Depois namorou com Maria Sharapova e hoje caiu de paixão pela cantora americana de Honolulu Nicole Scherzinger, “the Pussycat Dolls”.

Dimitrov conquistou o título do ATP Finals sem sequer ainda ter alcançado uma final de Grand Slam. Só que pelo seu talento e amadurecimento demonstrado em Londres, não deverá ser surpresa que na próxima temporada possa levantar um troféu dessa importância. E pelas mensagens que recebi, o bonitão búlgaro parece que também tem muito carisma.

Tênis entre o novo e o velho
Por Chiquinho Leite Moreira
novembro 8, 2017 às 6:12 pm

É curioso, interessante, que enquanto a nova geração testa novas regras em Milão, os velhos campeões devem brilhar mais uma vez neste ano no Finals de Londres. Rafael Nadal e Roger Federer, ambos com mais de 30, são favoritos em seus grupos e ainda são os preferidos da torcida. Dependendo das condições físicas do espanhol a disputa promete.

As novas regras, como todas mudanças, sempre causam. Mas enfatizo que para quem goste ou para quem desaprove dificilmente entrará em vigor. Talvez uma ou outra apenas. É preciso lembrar que, diferente, de várias outras modalidades o tênis possui três comandos: ITF, ATP e WTA.

A ITF, além de deter a organização dos Grand Slams, Copa Davis, Fed Cup e competições juvenis, tem como objetivo de fomentar a modalidade nos quatro cantos do planeta. É, na realidade, uma instituição a serviço do tênis. Como seus dirigentes podem ser considerados conservadores, não acredito em alterações de regras nos quatro principais torneios do mundo. É bom lembrar que o tie break – inventado há décadas – até pouco tempo estava em discussão em Wimbledon e na Copa Davis.

Já a ATP e WTA são entidades de classe. Em teoria estão a serviço de melhores condições de jogo e de vida para os jogadores. Ambas têm também a ambição por lucros e, neste aspecto, os direitos de transmissão pela tevê são uma mina de ouro.

Além desses fatores é preciso deixar claro que a instalação de uma quadra cibernética como a de Milão deve custar uma fortuna. Torneios do circuito como ATPs 250, 500 ou 1000 exigem diversas quadras. Mas, embora eu me encaixe na definição de conservador, devo reconhecer que algumas mudanças deixam realmente o jogo mais dinâmico.

Tenho ainda de deixar claro uma outra situação e que acredito que seja também de muitos outros. Gosto de tênis. E os melhores duelos que vi na minha vida foram em confrontos épicos com cerca de cinco horas de duração. Não me importo em passar horas à frente da televisão, muito menos sentado numa arquibancada. O tênis nasceu com a filosofia de um jogador comprovar quem é melhor, confirmar seu jogo, evitar loterias como o no ad. Mas, por outro lado, os momentos de decisão se tornam mais frequentes. E nada melhor do que o tempo para mostrar o que irá acontecer.