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Djoko e Murray dividiram a temporada 2016
Por Chiquinho Leite Moreira
novembro 21, 2016 às 12:35 pm

Vou plagiar um post de Roger Federer. O suíço disse: “épico começo de ano de @DjokerNole e épico final de ano de @andy_murray # 1″. E não há dúvidas de que os dois dividiram a temporada de 2016, ambos merecendo os parabéns. E o que fica disso é a enorme exigência de um calendário exaustivo. Não há máquina humana capaz de manter a intensidade e o nível durante as 52 semanas. O tênis hoje está diferente, mais forte, com estilos bem mais regulares, sem tantos pontos curtos como nos tempos do saque e voleio. As trocas de bolas são longas. Os torneios estão cada vez mais equilibrados. Não há físico e mente que resistam a tanto.

Bom para o público, bom para os amantes do tênis, com eventos e jogos emocionantes. Só que não vejo mais condições de longos domínios de um só jogador, como em outros tempos. Nem sequer termos mais o grupo do ‘big four’, não é mesmo?

Um leitor – Fabricio – colocou uma questão para 2017. Será que Murray e Djokovic seguirão dominando? Roger Federer e Rafael Nadal poderão beliscar um ou outro Slam? E a nova geração vai incomodar? Na verdade, acredito em tudo isso.

Já em 2016 tivemos diferentes campeões de Slams. Foram três jogadores para quatro troféus. Para a próxima temporada não seria surpresa, pelo menos para mim, que quatro jogadores levassem a melhor em cada um dos torneios.

Desde os tempos em que trabalhava com futebol (acreditem fiz a cobertura de duas Copas do Mundo e inúmeras eliminatórias) o preparador físico Muricy Santana já nos ensinava que o condicionamento de um atleta é quase como uma parabólica. É preciso calcular o seu auge para determinada data, competição. Acredito que foi isso com Novak Djokovic. Ele queria levantar o seu primeiro troféu de Roland Garros. E começou o ano com toda intensidade. Ganhou o Aberto da Austrália. Esteve forte e vencedor em Indian Wells e Miami. Controlou a temporada europeia de quadras de saibro: primeira rodada em Monte Carlo, título em Madri e final em Roma. E chegou a Paris em plena forma para, enfim, levar para casa uma réplica da Copa dos Mosqueteiros.

Esta mesma evidência pode verificar-se com Andy Murray. Embora não tenha feito um início de temporada ruim, pois foi finalista em Melbourne, ele caiu nas segundas rodadas de IW e Miami. No saibro fez final de Madri e ganhou no Foro Itálico, sem contar com o vice em Paris. Ganhou Wimbledon. Foi ouro no Rio e parou nas quartas em Nova York, mas preparou o bote para o final do ano. Conquistou os títulos de Pequim, Xangai, Viena e Paris. Mesmo desgastado ainda teve forças para se superar a garantir a liderança do ranking mundial com o  ATP Finals.

Por tudo isso cresce bastante a expectativa para 2017. Os novos talentos estão chegando e nomes como Roger Federer e Rafael Nadal prometem voltar fortes. Quem ganha com isso é o tênis.

 

God Save the King Murray
Por Chiquinho Leite Moreira
novembro 5, 2016 às 6:27 pm

Andrew Barron Murray este pomposo nome é o do novo “rei do tênis’. Não importa como tenha sido coroado, com a desistência do canadense Milos Raonic nas semifinais do Masters 1000 de Paris, mas assume o trono de direito e de fato. Chega a liderança do ranking destronando o sérvio Novak Djokovic, com atuações convincentes e resultados brilhantes.

Andy Murray é o primeiro britânico da era aberta a assumir a posição de número um do mundo. Não é de se surpreender. O tenista escocês acostumou-se a fazer história, encerrando enormes jejuns. Foi o primeiro jogador GB a conquistar um Grand Slam, desde Fred Perry, em 1936. Isso aconteceu em 2012, quando levantou a taça de campeão do US Open, com vitória sobre Dkjokovic. Voltou a quebrar um recorde ao conquistar Wimbledon em 2013, também em cima de Djokovic, e novamente igualando-se a Perry, em 1936. Fez mais, muito mais. Ganhou outra vez no All England Club, em 2016, sobre Raonic. Ganhou o ouro no tênis do team GB, em Londres, com vitória diante de Roger Federer. Primeiro ainda a ser bi olímpico, no Rio 2016 superando Juan Martin Del Potro.

É, sem dúvida, um jogador e tanto. Repito que aprendi a gostar de seu estilo. Está muito legal em vê-lo em quadra. E fora dela também demonstra grande personalidade. Recentemente votou pela separação da Escócia. E, não sei se por coincidência ou não, Andrew Barron Murray foi coroado em Paris, jogando com o azul e branco, nas cores da bandeira escocesa.