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US Open: bom para o tênis, bom para o Brasil
Por Chiquinho Leite Moreira
setembro 12, 2016 às 1:06 pm

O mais festivo dos Grand Slams terminou de forma esplêndida. Duas finais de simples sensacionais e dois títulos para o Brasil. Angie Kerber faturou o segundo troféu desta categoria no ano e assumiu o posto de número um do mundo. Stanimal, Stan the man e agora Stan Manhattan empolgou ao superar Novak Djokovic. Bruno Soares celebrou o seu quinto, enquanto o juvenil de sobrenome famoso no esporte Felipe Alves Meligeni deu o tom de um futuro brilhante.

Nova York fez por merecer este tremendo sucesso. O torneio investiu alto na modernidade e na comodidade, não só no teto retrátil da Arthur Ashe, como melhorias em todo o complexo. Em quadra um fim de semana repleto de emoções. Para o Brasil então muitas alegrias. Soares e Jamie Murray celebraram o segundo Slam da temporada. Resultado dos mais significativos para quem tem confronto pela Copa Davis nos próximos dias. Felipe Alves Meligeni também revelou ter um grande potencial e pelo seu jeito de ser acredito que não irá se empolgar. Sim ganha um enorme incentivo para seguir os caminhos do tio, Fernando, sem comparações, mas como exemplo.

Wawrinka a cada Slam que vence ganha um apelido, agora Stan Manhattan. Sua trajetória revela um fato curioso. Faturou o Australian Open com vitória sobre Rafael Nadal, então número um; Roland Garros sobre Djokovic, também líder, e repete o feito em Nova York. Apesar de todo sucesso não se empolgou. Na entrevista coletiva disse estar longe dos feitos do chamado Big Four. E que também não pensa em ser número um. Enfim, o suíço deu ainda mais emoção ao já vibrante tênis masculino.

O mesmo pode-se dizer de Angie Kerber. Sua vitória em Nova York foi bem vinda e celebrada por tordos. A final diante de Pliskova revelou que há vida no tênis feminino, além de Serena Williams. Aliás, a americana só valorizou a competição, dando o seu melhor para não perder a liderança do ranking.

Um novo panorama aparece no mundo do tênis. US Open, com todo o seu brilho, deu esta nova luz. Uma pena que um novo Grand Slam só venha a ser disputado no próximo ano. Mas, não há dúvidas, a modalidade ganhou dinamismo, ainda mais força e alternativas.

Nenhuma das anteriores
Por Chiquinho Leite Moreira
setembro 7, 2016 às 10:19 pm

Curioso, mas a pergunta do post anterior de quem poderia bater Andy Murray veio com algumas ironias e muitos palpites. Quase todos colocando, é claro, Nole, Novak Djokovic como capaz de superar o britânico. Outros poucos indicaram o argentino Juan Martin Del Potro. Mas deu mesmo nenhuma das anteriores. A façanha veio pela valente raquete do japonês Kei Nishikori.

O jogo na Arhur Ashe esteve repleto de altos e baixos. Muitas quebras de serviço, boas jogadas e num dia em que quase tudo deu certo para Nishikori, enquanto Murray não poderia dizer o mesmo.

Mas como dizem… o jogo é jogado e o lambari é pescado. Então, não se pode dizer que Kei Nishikori não tenha merecido o resultado. Ele já esteve na final do US Open e agora terá nova oportunidade. Está muito perto disso, embora ainda tenha um degrau alto para subir nas semifinais.

Enquanto isso, Novak Djokovic segue no que pode ser chamado de sorte de campeão. Chegou a sua 10a semifinal consecutiva do US Open, sem precisar se esforçar tanto. Em sua campanha teve duas desistências e um W.O. E para quem vem sofrendo com uma lesão no cotovelo, nada melhor do que se poupar para os momentos mais importantes do torneio.

Quem pode bater Andy Murray?
Por Chiquinho Leite Moreira
setembro 6, 2016 às 1:53 am

Se Andy Murray voltar a repetir a atuação que teve diante de Grigor Dimitrov realmente ficará difícil saber quem pode bater Andy Murray. O britânico esteve impecável na noite desta segunda feira na Arthur Ashe, num espetáculo poucas vezes visto no tênis. Não se pode dizer que o búlgaro jogou mal. Seria injustiça e falta de reconhecimento ao que Murray fez em quadra.

Com excelentes resultados desde a final de Roland Garros, Andy Murray deu apenas um tropeço no seu caminho para assegurar a posição de melhor tenista da temporada. Só deixou escapar o título em Cincinnati, diante do sempre perigoso Marin Cilic. Fora isso, venceu até mesmo quando não jogou bem, como no duelo contra o italiano Paolo Lorenzi.

Murray vai ter pela frente Kei Nishikori, a quem venceu recentemente no Rio 2016. Enquanto Novak Djokovic terá também um difícil teste diante do francês Jo-Wilfried Tsonga. Aliás, a performance do sérvio segue envolvida em suspense. Ele não esteve bem na estreia contra Jerzi Janowicz. Mas também diante deste polonês, que bate como um louco na bola, é difícil fazer uma aferição. Depois, o número um do mundo não chegou a ser testado, com sorte pelas desistências e por ter encontrado Kely Edmund pela frente. Resta saber também como andam suas dores no cotovelo.

Se Andy Murray deu show na última rodada, acredito sempre que Djokovic tem a virtude de se superar. É claro que ainda há alguns degraus até que se possa ver este dois na decisão do título. Mas não há dúvidas de que seria um objeto de desejo dos amantes do tênis. Sim… não vamos esquecer de Juan Martin Del Potro, que irá duelar com Stan Wawrinka, mas vejo nos cabeças um e dois um encontro com ingredientes mais atraentes.

E, para terminar, curiosamente num torneio em que se falou tanto da nova geração, o tênis norte-americano chega às quartas de final com apenas um nome no US Open. E não por acaso é Williams, Serena… apenas ela.